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Ipatinga registra índice alto de infestação do Aedes aegypti no primeiro LIRAa do ano

FOTO: Divulgação/PMI

IPATINGA – A Prefeitura de Ipatinga, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), divulgou nesta segunda-feira (12) o resultado do primeiro Levantamento de Índice Rápido de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa) de 2026. Realizada entre os dias 5 e 9 de janeiro, a pesquisa apontou um Índice de Infestação Predial (IP) de 6,2% na área urbana do município, índice considerado alto. Apesar disso, o número é inferior ao registrado no mesmo período de 2025, quando a infestação média foi de 7,4%.

Para a realização do levantamento, foram programadas vistorias em 4.736 imóveis, sendo que 4.939 foram efetivamente trabalhados, superando a meta inicialmente prevista. Segundo a gerente do Departamento de Zoonoses, Vanessa Andrade, o LIRAa é uma ferramenta essencial para orientar as estratégias de combate ao mosquito. “Organizar os índices por prioridade nos permite atuar de forma mais eficaz, concentrando os esforços nas áreas com maior risco. Apesar da redução em relação ao ano passado, o índice ainda demanda atenção e ações contínuas”, destacou.

Na primeira vistoria do ano, os maiores índices de infestação do Aedes aegypti foram registrados nos bairros Bom Jardim, Ferroviários, Horto, Industrial e Usipa, todos com 10,9%. Em seguida aparecem Limoeiro, Chácara Madalena, Córrego Novo, Barra Alegre e Chácara Oliveira, com 9,2%. Outros bairros como Imbaúbas, Bom Retiro, Bela Vista, Das Águas, Cariru, Castelo, Vila Ipanema, Centro, Novo Cruzeiro e Parque Ipanema apresentaram índice de 7,4%. Também foram identificados índices elevados em Veneza (6,7%), Caravelas e Jardim Panorama (6,5%), Cidade Nobre, Iguaçu, Canaanzinho, Vila Militar (5,5%) e Vila Celeste (5,4%). Já Esperança e Ideal registraram 4,7%, Granjas Vagalume e Bethânia, 4,5%, enquanto Tiradentes e Canaã apresentaram os menores índices, com 2,1%.

O levantamento também identificou os principais tipos de criadouros do mosquito encontrados nos imóveis. Vasos, frascos, pratos e bebedouros lideraram, representando 48,6% dos focos. Em seguida aparecem recipientes plásticos, garrafas, latas e sucatas (19,3%), barris, tinas, tambores, tanques e poços (12%), calhas, lajes e borracharias (10,1%) e pneus e materiais rodantes removíveis (8,9%).

O secretário municipal de Saúde, Walisson Medeiros, reforçou a importância da participação da população, especialmente neste período chuvoso. “Estamos no início do ano, com altas temperaturas e chuvas frequentes, cenário ideal para a reprodução do mosquito. Por isso, é fundamental que cada morador faça sua parte, eliminando recipientes que acumulam água, mantendo caixas d’água bem vedadas, limpando calhas e descartando corretamente o lixo. O combate ao Aedes aegypti não é apenas uma ação do poder público, é uma responsabilidade coletiva”, ressaltou.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, os dados do LIRAa vão orientar o reforço das ações de bloqueio, visitas domiciliares, mutirões de limpeza e campanhas educativas, com foco especial nos bairros que apresentaram os maiores índices de infestação.

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