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Sindicato Rural celebra 75 anos de fundação com Café Rural especial

FOTO: Luana Freitas/DRD

GOVERNADOR VALADARES – Na tarde desta segunda-feira (25), o Parque de Exposições de Governador Valadares recebeu mais uma edição do tradicional Café Rural. O encontro, desta vez, foi ainda mais especial: marcou a comemoração dos 75 anos de fundação do Sindicato dos Produtores Rurais da cidade, a entidade mais antiga do setor na região, criada em 1950.

Ao longo de mais de sete décadas, o Sindicato consolidou-se como um patrimônio do campo valadarense, com a missão de representar, fortalecer e capacitar produtores, contribuindo para o desenvolvimento econômico e social do Vale do Rio Doce. Durante o evento, produtores e especialistas debateram temas centrais da agropecuária, como a pecuária de leite e de corte, além da apresentação do Programa de Originação de Bezerros “AS”.

O presidente do Sindicato Rural, Edberto Rezende, destacou a importância da união da classe produtora ao longo da trajetória da instituição. “São 75 anos de atuação firme em toda a região. O legado que o Sindicato deixa é justamente essa força da união dos produtores, da capacidade de mobilização que o produtor rural tem, que o sindicato tem. É muito importante que essa mobilização seja reforçada para que a gente consiga de fato, representar, defender e levar ao produtor o que é de direito e o que ele precisa para estar no campo produzindo, gerando emprego, renda e alimento para toda a população”, afirmou.

Rezende também ressaltou o papel do Café Rural, que há 25 anos promove encontros e troca de experiências entre produtores. “O Café é uma ferramenta que traz informação de qualidade, aproxima o produtor do Sindicato e proporciona momentos de troca, onde cada um aprende com a experiência do outro. Isso é muito positivo para que todos possam crescer juntos e usar o exemplo de outros produtores para implementar na própria propriedade”, completou.

Edberto Rezende na abertura do Café Rural – FOTO: Luana Freitas/DRD

Cenário da pecuária de leite

O especialista em pecuária de leite, Alexandre Negri, apresentou um panorama sobre o setor e alertou para os impactos da alta produção nacional. “No primeiro semestre, o Brasil produziu quase 6% a mais de leite em relação ao mesmo período do ano passado. A tendência é que esse volume aumente ainda mais no segundo semestre, mas o consumo interno não acompanha esse crescimento, o que pressiona os preços para baixo”, explicou.

Apesar da queda no valor pago ao produtor, Negri destacou que o momento ainda é positivo. “O preço da ração está atrativo e deve continuar baixo até o fim do ano, o que reduz custos de produção. Além disso, o preço do bezerro está em alta, o que beneficia a nossa região, que trabalha com vaca de leite e bezerro de corte. Então, o produtor tem que enxergar o momento que está vivendo como positivo. Não é porque o preço baixou, que o negócio ficou ruim. Ele ainda tem condição de ter uma atividade muito lucrativa”, avaliou.

Mercado da carne bovina

Na pecuária de corte, o consultor Mateus Merlo destacou o equilíbrio entre oferta, mercado interno e exportações. “Estamos em um período de menor oferta de bovinos para abate, mas a exportação vem crescendo, com mais de 20% de aumento em agosto, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Então, é uma exportação bem firme que a cotação do dólar também está ajudando, o dólar um pouco mais baixo está ajudando neste volume exportado”, explicou. Segundo Merlo, a expectativa é de que a restrição de oferta de gado gordo se mantenha nos próximos meses, sustentando o mercado mesmo diante de um consumo interno estável.

Programa de Originação de Bezerros AS

Outro destaque do Café Rural foi a apresentação do Programa de Originação de Bezerros “AS”, desenvolvido pela Fazenda Água Santa em parceria com a empresa Lageado Biotecnologia e Pecuária. O zootecnista e consultor Victor Miranda explicou que o objetivo é conectar produtores de bezerros de alto valor genético a compradores. “O programa garante previsibilidade de entrega de bezerro, de venda, preço justo e valorização dos animais geneticamente superiores. E mais uma vantagem é a possibilidade de financiamento da parte reprodutiva das fazendas fornecedoras de bezerro, onde a Fazenda Água Santa se compromete a financiar a parte dos custos envolvendo a reprodução”, explicou.

Miranda acrescentou que o melhoramento genético é feito com a utilização de raças superiores, como Nelore e Angus, aliado a tecnologias nutricionais que aumentam a qualidade dos animais.

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