Esquina do abandono no coração de Valadares. E o comércio, como fica?

O quadrilátero desse cruzamento - Israel Pinheiro com Bárbara Heliodora - é considerado um dos metros quadrados mais caros da área central. O imóvel que serve de “morada” para o ilustre morador já foi ocupado pela loja Eletrosom. Em frente fica a loja da Vivo. Do outro lado da rua estão a Loja Americanas e uma nova loja de açaí, vizinha da sorveteria do Chiquinho

Há dias os moradores de “luxo” do centro de Valadares continuam no mesmo local sem ser incomodados. Eles “moram” em uma área nobre da cidade e não pagam nada por isso – aluguel, condomínio, água, luz, IPTU, taxa de lixo e até mesmo internet, afinal, a tecnologia chegou para todos. Então, não se assuste se passar e ver um morador desses usando um Iphone Pro Max 2019.

Mesmo depois de denúncia no DRD, ainda não apareceu ninguém para retirá-los, nem a polícia, nem o Semov. Os direitos deles seriam diferentes do restante da população valadarense? Enquanto isso, a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) busca atrair consumidores de cidades vizinhas, e a Prefeitura, a Associação Comercial e Empresarial (ACE-GV) e grandes empresários investem para fazer o melhor Natal Iluminado de todos os tempos, tudo para que Valadares entre na rota turística não só de Minas Gerais, mas de todo o país.

Nas ruas do Centro, no período natalino, as pessoas podem apreciar a decoração de Natal e fazer compras no comércio local. Mas os moradores de rua que estacionaram nas vias centrais têm incomodado a muitos. Ao passar na esquina da rua Bárbara Heliodora com a avenida Minas Gerais é possível ver colchões em frente a um ponto de comércio desocupado, em área central nobre.

Diariamente é possível ver, na hora do rush, pessoas entregando marmitex e suco para eles. Vale ressaltar que a cena não é um fato isolado em Valadares, repete-se em vários outros locais, não só no Centro, mas também em bairros. A cidade, pelo jeito, está na contramão da modernidade. Até quando o comércio local vai suportar isso?