Valadares adere a programa de escolas cívico-militares

O secretário de Educação, José Geraldo Lemos Prata, acredita que Valadares pode implementar o programa a partir de 2021

Governador Valadares participará do programa de escolas cívico-militares, do Ministério da Educação (MEC). O prefeito André Merlo (PSDB) assinou na quinta-feira (10) o termo de adesão ao programa, que será implementado pelo governo federal a partir de 2020. Segundo o MEC, as escolas que aderirem terão gestão compartilhada entre o corpo docente e militares da reserva. Na rede estadual, ainda não há previsão para implementar o programa nas escolas valadarenses.

Embora Valadares tenha demonstrado o interesse de fazer parte do programa, ainda não há data para que alguma escola do município adote o modelo cívico-militar. O MEC prevê que o programa seja implantado, em todo o País, em 216 escolas até 2023, com a adesão de 54 instituições de ensino a cada ano. Conforme o secretário municipal de Educação, José Geraldo Lemos Prata, para o ano que vem, em todo o Estado, o modelo será implementado em apenas duas escolas da região metropolitana de Belo Horizonte.

Embora o termo de adesão tenha sido assinado na quinta-feira, Prata explica que, extra-oficialmente, em setembro Valadares já havia demonstrado interesse em participar do programa. “Foi muito importante Minas Gerais ter aderido, teve estado que não aderiu. A partir de 2021 será disponibilizado para o interior. Como nós fomos uma das primeiras cidades a se inscrever no processo, e como temos escola de tempo integral e uma rede com mais de 20 mil alunos, acreditamos que seremos uma das cidades premiadas com a adesão”, afirmou o secretário.

De acordo com o Ministério da Educação, militares da reserva das Forças Armadas serão chamados a atuar no apoio à gestão escolar e à gestão educacional, enquanto professores e demais profissionais da educação continuarão responsáveis pelo trabalho didático-pedagógico. “A gente acredita que a disciplina militar trará possibilidades de melhoras na educação. Mas a gente também precisa do apoio da família, participando do processo. A gente está investindo em educação, mas quem educa é a família; não se pode terceirizar o filho para a escola”, comentou Prata.

O DRD também fez contato com a Superintendência Regional de Ensino em Governador Valadares, para apurar se alguma escola da rede estadual no município fará parte do programa. A resposta foi a de que, até o momento, nenhuma informação nesse sentido foi passada pela Secretaria Estadual de Educação.

por THIAGO FERREIRA COELHO