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TSE faz descarte de urnas eletrônicas antigas

FOTO:Divulgação.

A Justiça Eleitoral finaliza neste mês de fevereiro o repasse de quase 1,5 milhão de urnas eletrônicas antigas e outros materiais relacionados para uma empresa contratada pelo TSE, para fazer o descarte e dar destinação ecologicamente correta. Todo o material corresponde a 1.534.145,91 kg. Do TRE-MG são cerca de 110 mil materiais, incluindo quase 2500 urnas eletrônicas, somando 49.750 kg.

As urnas eletrônicas descartadas são do modelo 2004, e já não eram mais utilizadas desde as Eleições 2014, pois a vida útil de uma urna e seus componentes é, em média, de 10 anos. Para se definir que uma urna não poderá mais ser utilizada é formalizado um relatório técnico que conclui que a manutenção daquele equipamento é mais onerosa ao Poder Público que o seu descarte. Além das urnas, a Justiça Eleitoral mineira enviou para descarte cerca de 600 módulos impressores, 7.500 baterias de urnas, 5.730 bobinas e cerca de 95 mil materiais diversos, como mídias e drives.

Para possibilitar o descarte e a destinação ecologicamente correta do material proveniente de todo o país, a empresa Gersol Gerenciamento de Resíduos Sólidos Ltda., sediada em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, foi contratada pelo TSE por meio de licitação. De acordo com Rafael Azevedo, coordenador da área de tecnologia eleitoral, ligada à Secretaria de Tecnologia da Informação do TSE, o contrato foi a melhor saída encontrada pelo TSE, pois, além de garantir o aproveitamento sustentável da urna, ainda rende um retorno financeiro aos cofres públicos, no montante de R$ 0,88 por quilo de material. Os valores são pagos por meio de uma Guia de Recolhimento da União (GRU) e vão direto para o Tesouro Nacional. Ou seja, é destinado ao erário, e não ao TSE.

A empresa contratada deverá dar às urnas e aos outros materiais entregues 100% de destinação ambientalmente adequada e, no mínimo, 95% de reciclagem. Além disso, a empresa oferecerá um curso ao TSE e aos TREs para conscientizar os servidores sobre a importância da gestão de resíduos no ambiente de trabalho e em casa.

Mineração urbana

Mesmo custeando todas as fases desse processo de descarte, a empresa de reciclagem ainda consegue obter lucro, uma vez que a urna contém metais preciosos. Segundo os cálculos, é possível retirar, por exemplo, cerca de 150 gramas de ouro de uma tonelada de placas-mãe de urnas eletrônicas. Já de uma tonelada de minério de ouro são retiradas por volta de 17 gramas do metal.

Para tanto, as placas-mãe e outras placas com alta densidade de componentes, após descaracterizadas, podem ser vendidas pela empresa contratada para outras empresas de países europeus e asiáticos para o processo de extração de materiais nobres, como ouro, prata, platina e cobre, que podem ser empregados novamente na fabricação de chips e componentes eletrônicos, por exemplo.

“Nosso objetivo não é lucrar, uma vez que esse dinheiro não volta para o TSE, mas é um êxito, porque, além de não termos o gasto com toda a logística de recolhimento, armazenamento e mão de obra para descarte, geramos um retorno financeiro para os cofres públicos, além de ter 100% do material com destinação ecologicamente correta”, conclui Rafael Azevedo.

 

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