“Será que esse tempo todo justifica?”

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FOTO: Divulgação

Jair Bolsonaro desconfiando que a Anvisa cria dificuldade para vender facilidades

Investigado acordo suspeito sobre desaparecidos

O governo Bolsonaro descobriu um certo “acordo de cooperação” – em inglês – pelo qual a Comissão Especial Sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) transferiu para um organismo internacional a responsabilidade de fazer a perícia das ossadas do Cemitério de Perus. O “acordo”, firmado durante o governo Michel Temer, custou ao Brasil US$ 522.622, equivalentes a mais de R$ 2 milhões. O governo decidiu investigar se alguém locupletou-se do acordo infame.

PF faria de graça

O detalhe é que a perícia da Polícia Federal dispõe de know-how e de todo o aparto tecnológico para fazer o serviço, mas a CEMDP não quis.

Transição para quê?

Esse “acordo” com o PNUD, que driblou a licitação, ocorreu no âmbito do programa “Fortalecimento dos mecanismos da justiça de transição”.

Elas assinaram

Assinaram o “acordo” a presidente da CEMDP Eugênia Gonzaga, Flávia Piovesan, ex-ministra dos Direitos Humanos no governo Temer.

Sob investigação

A CEMDP foi criada com o objetivo de garantir indenização às famílias de vítimas da repressão. Mas vários dos seus atos serão investigados.

DF arrecada R$ 31,2 bi e gasta R$ 28,1 bi com folha

A situação dramática do governo do Distrito Federal pode ser avaliada pelos valores gastos com salários dos servidores. Os números são oficiais: de toda a receita de R$ 31,2 bilhões em 2019, exatos R$ 28,1 bilhões acabarão no bolso dos funcionários ativos e inativos. Assim, para cada 1 real arrecadado no DF, 82 centavos são consumidos com os servidores mais bem pagos dentre todas as unidades da Federação. Com isso, sobra quase nada para investimento e despesas de custeio.

SOS educação

Na Secretaria da Educação do DF, a folha consome mais de R$ 8 bi do orçamento de R$ 9 bi. E todo ano tem greve, que já chegou a dois meses.

Fundo salvador

O governo do DF somente consegue honrar os salários graças às transferências obrigatórias da União, dentro do Fundo Constitucional.

Privilégio do DF

O Fundo Constitucional, que nenhum outro Estado tem, garantirá ao DF R$ 14 bilhões em 2019. É metade das despesas com salários.

Votação ainda em 2019

O deputado João Roma (PRB-BA), relator da reforma tributária na CCJ, é um otimista: aposta que o plenário da Câmara votará o projeto final ainda este ano. Ele acha que, ao contrário da reforma da previdência, as discussões na reforma tributária serão mais técnicas que políticas.

Chumbo trocado

Ao assinar MP desobrigando grandes empresas de publicar balanços em jornal de grande circulação, Bolsonaro levou terror a grupos de jornalistas no whatsapp. É que muitos jornais sobrevivem dessa renda.

Rápido no gatilho

O governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), é rápido nas decisões. Ao verificar que a comandante da PM e seu secretário do Gabinete Militar pretendiam fazer do secretario de Segurança uma espécie de “rainha da Inglaterra”, como é comum Brasil afora, demitiu os dois.

Última chance

Reunidos em Brasília, governadores apoiaram a inclusão de estados e municípios na “PEC paralela” da reforma da Previdência. Talvez seja tarde. Para concretizar a mudança, terão de conversar com o centrão.

Interesse na reforma

Segundo o Congresso Data Room, ferramenta do instituto de pesquisa Ideia Big Data, foram quase 14 mil publicações nas redes sociais sobre o tema da Reforma da Previdência em apenas 24 horas.

Quem compra prejuízo?

Os números desanimam interessados na privatização dos Correios. Para uma receita de R$ 18,8 bilhões em 2018, a estatal gastou mais de R$ 20 bilhões. E são quase 100 mil empregados, muitos de salários elevados. E plano de saúde que custa à empresa meio bilhão por ano.

De volta à Câmara

A ministra Tereza Cristina (Agricultura) visitou o colega Fausto Pinato (PP-SP) na Comissão de Agricultura da Câmara e discutiu pautas para o setor. Tereza reassumiu seu mandato para votar a Previdência.

Abaixou a crista

Cheio de dentes, mas envergonhado com a descoberta de que espetou quase R$ 160 mil do tratamento dentário no bolso do contribuinte, o deputado Marcos Feliciano (Pode-SP) está nitidamente acabrunhado.

Pensando bem…

…a reforma da Previdência era página virada, mas foi só o Congresso voltar das férias que a chicana voltou.