“Pretendo manter postura independente”, diz deputado Coronel Sandro

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FOTO: Divulgação

Deputados eleitos em Minas Gerais divulgam e avaliam os primeiros três meses de mandato na 19ª legislatura da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Eleito pela primeira vez para ocupar uma das 77 cadeiras na Assembleia, o deputado Coronel Sandro (PSL) concedeu entrevista ao DIÁRIO DO RIO DOCE e destacou projetos e emendas apresentados até o momento. Eleito com 48.533 votos, defensor das bandeiras de direita e apoiador de Jair Bolsonaro (PSL), o deputado valadarense afirmou que seguirá uma postura independente no Governo até o fim do seu mandato.

Coronel Sandro disse que tem atuado, como membro efetivo, nas Comissões de Educação e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa. Antes mesmo de ser empossado no cargo na Assembleia Legislativa, Sandro já denunciava abertamente sua posição ideológica nas redes sociais, tendo dito, inclusive, ser contra a ideologia de esquerda no Brasil.

Segundo o deputado, os primeiros 100 dias de mandato foram de embates na ALMG. “Em linhas gerais, esses 100 dias foram de muito trabalho. Na Assembleia não havia embates sobre questões ideológicas, mas, depois das eleições dos novos deputados, isso fez com que a oposição se incomodasse. Vou continuar defendendo aquilo que assumi em campanha: defender a família e valores de ordem, respeito e disciplina”, disse.

Sandro também avaliou os primeiros quatro meses de mandato de Romeu Zema (Novo). “Esse governo assumiu com uma dívida de 8 bilhões com os municípios, por falta de repasses, 13º do funcionalismo público para quitar e dívidas com fornecedores. É claro que isso obriga qualquer gestor a fazer uma revisão do plano de governo. A prioridade do governo é fazer a recuperação fiscal do Estado e colocar as dívidas em dia. Vou continuar acompanhando e defender uma postura independente na Casa”, disse.

O primeiro projeto apresentado por Coronel Sandro foi o título de cidadania mineira ao presidente Jair Bolsonaro e ao ministro da Justiça, Sérgio Moro. A matéria causou polêmica no plenário. “Isso criou uma situação de desconforto entre os parlamentares de esquerda na Assembleia. Nós fomos para o debate com quem foi contrário, mas nossa argumentação foi bem entendida pelos demais pares e nosso projeto foi aprovado”, disse.

Escolas Cívico-Militares em Minas

Sandro é autor da PL 94/2019, que autoriza o Poder Executivo a converter, fundir, desmembrar ou incorporar escolas estaduais já em funcionamento para o modelo cívico-militar. A proposta encaminhada prevê, ainda, adoção de padrões de ensino, para os ensinos fundamental e médio, de modelos pedagógicos empregados nos colégios militares do Exército, da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar. “A soberania da vontade popular exercida nas eleições do Estado e do país em 2018 sinalizou para uma vontade generalizada, exteriorizada nas manifestações populares: o fortalecimento de valores como o civismo, o patriotismo, a defesa da pátria e da família. Nesse contexto, é de transcendental importância a criação das escolas cívico-militares no âmbito do Estado de Minas Gerais. Dessa forma, assume posição de relevo na estrutura organizacional do Ministério da Educação a Subsecretaria de Fomento às Escolas Cívico-Militares. Em Valadares já temos o exemplo do Colégio Tiradentes, que é um pouco parecido com a ementa do nosso projeto”, explicou.

Preço da Gasolina em Valadares

O preço da gasolina cobrado por postos de combustíveis em Governador Valadares também foi assunto levantado pelo deputado, que falou, durante a entrevista, sobre a possibilidade de existir um cartel no município. “Depois que recebemos diversas denúncias, via rede social, de que há suspeitas de cartel nos postos de combustíveis no município de Valadares, fizemos uma representação junto à Comissão de Segurança Pública na Assembleia, na Agência Nacional de Petróleo (ANP) e no Ministério Público, para que seja investigada essa denúncia. Depois que protocolei essa representação, comecei a receber denúncias em todo o Estado. Estamos preparando um novo documento, mais amplo, para que se investigue a mesma denúncia a nível estadual”, comentou Coronel Sandro.

por Eduardo Lima | eduardolima@drd.com.br