Polícia Civil fecha depósito clandestino de remédios adulterados em Valadares

A busca e apreensão dos remédios adulterados foi em uma residência no bairro Morada do Vale

A Polícia Civil de Governador Valadares, através da Delegacia Especializada em Tóxicos e Entorpecentes, realizou apreensão de grande quantidade de medicamentos adulterados, que eram vendidos sem receita médica, em desacordo com as normas regulamentares. A ação ocorreu na tarde dessa quarta-feira (30), no bairro Morada do Vale. Os remédios eram vendidos em Valadares, Coronel Fabriciano e cidades da região. O proprietário do depósito foi preso em flagrante.

Segundo a Polícia, o proprietário do depósito era auxiliado por um bombeiro militar, que foi preso e conduzido à Delegacia Regional. Pessoas que trabalhavam no depósito também foram detidas. A Vigilância Sanitária foi acionada e interditou o local.

A maioria dos medicamentos encontrados no local era de tarja preta. O imóvel fica localizado na rua José Cabral Pires, no Morada do Vale. De acordo com o delegado Mardio Bento Costa, no local funcionava uma espécie de “laboratório”, onde eram falsificados os rótulos dos remédios com venda proibida. “Eram raspados esses rótulos com uso de acetona e uma gilete, e tiravam a informação que era de venda proibida. Depois, passavam a comercializar de forma ilegal. Além desses remédios, havia caixas com medicamentos destinados a prefeituras de Coronel Fabriciano e hospitais da região”, informou.

De acordo com as investigações, havia remédios de uso restrito e controlado, mantidos sem refrigeração, assim como medicamentos com data de validade raspada. A quantidade de material apreendido não foi divulgada. De acordo com o delegado Clériston Lopes, o proprietário pode responder na Justiça por crime de falsificação e adulteração de medicamentos e crimes contra a saúde pública. “Além disso, os demais funcionários que trabalhavam no depósito também foram conduzidos à Delegacia Regional”, disse.

Segundo Clériston, suspeita-se que esses medicamentos eram usados de modo ilegal em hospitais em cidades vizinhas. “Esses medicamentos jamais poderiam ser comercializados, inclusive em farmácias. O que nos surpreendeu foi que parte desses medicamentos era destinada à Prefeitura de Coronel Fabriciano. Ou seja, remédios que deveriam estar em hospitais e postos de saúde. A vigilância sanitária irá tomar também suas providências sobre os locais a que esses medicamentos eram levados”, afirmou o delegado.

por Eduardo Lima