Partido Novo se prepara para entrar na disputa eleitoral em Valadares em 2020

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Adalberto afirma que o Novo vem com grandes chances de vencer a disputa eleitoral em Valadares.Foto: Eduardo Lima

As eleições municipais de 2020 começam a ganhar evidência entre os partidos em Governador Valadares. Dando sequência à série de reportagens com partidos que pleiteiam a disputa pelo Executivo no ano que vem, o DIÁRIO DO RIO DOCE ouviu o partido Novo. Vencedor nas urnas em boa parte de Minas Gerais, a sigla vem ganhando muitos simpatizantes na cidade. O dirigente do partido na microrregião, Adalberto Alves, disse que o Novo deve ter candidatura própria a prefeito em 2020, com pretensão de lançar também uma chapa de candidatos a vereador. Não citou nomes, mas enfatizou que a legenda tem pretensões de alçar voos mais altos na cidade.

Na primeira participação em eleições nacionais (2018), o Novo conseguiu colocar o partido no mapa político do Brasil. Fundada em 2011, a sigla teve o registro aprovado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2015. A ideia de criar o partido surgiu entre empresários, médicos, advogados e outros profissionais do setor privado, com o objetivo de participar da política sem vínculos com políticos tradicionais. Com uma visão mais liberal da economia,  incentivo à iniciativa privada e ao fim das “mordomias e privilégios”, aos poucos, a legenda foi dando as caras e conseguiu quebrar em Minas Gerais uma longa polarização entre PT e PSDB, com a candidatura e eleição do empresário Romeu Zema. Em Governador Valadares o partido também vai ganhando a simpatia da classe empresarial e aumentando o número de filiações.

Para Adalberto, o “embalo” do partido pode provocar mudanças no cenário eleitoral no ano que vem. “As eleições municipais estão chegando. O Brasil precisa de líderes para renovar nossas políticas com novas práticas, novas ideias e novos valores. As pessoas estão saindo da indignação e partindo para a ação. O brasileiro está cansado da velha política que vinha sendo feita. Prova disso foi a eleição do governador Zema. Algo tinha que ser feito para tirar essa burguesia satisfeita dos poderes e dar oportunidade ao povo”, disse.

Segundo Adalberto, o partido vem mapeando o Estado através de articulações, visando ao pleito em 2020. Mas precisa do apoio de seus filiados para abrir e viabilizar um diretório municipal. “Esse trabalho de expansão já vem acontecendo desde 2016, com a criação das mesorregiões e microrregiões. Uma delas é aqui. Graças a Deus, Valadares é uma cidade que abraçou a nossa causa, e hoje somos mais de 200 filiados ativos, contribuindo para um projeto de mudança na estrutura política. Hoje nós não temos um diretório municipal formado em Governador Valadares. Mas temos uma militância unida, coesa e coerente com as ideias e trabalhando muito no desenvolvimento à base de filiações. Será questão de tempo para lançar nosso diretório; tá dentro do nosso planejamento para o início do ano que vem”, afirma.

“Nosso objetivo é ter candidatura própria em Valadares”, diz Adalberto

Questionado sobre as pretensões políticas para o ano que vem, Adalberto afirmou que o partido terá, sim, candidatos a vagas nos poderes Legislativo e Executivo em Valadares.  “Nosso objetivo é ter candidatura própria em Valadares, tanto para prefeito quanto para vereador. A probabilidade é altíssima. Já abrimos processo seletivo, inclusive, o que é algo diferente no nosso partido. Mas precisamos lançar nosso diretório primeiro e aumentar o nosso número de filiações. Qualquer pessoa que quiser ser candidato a prefeito em Governador Valadares e quiser vir pelo Novo tem que passar por um processo seletivo, que é feito por outros diretórios fora daqui. Nós já temos vários pretendentes que estão namorando o partido, pois sabem que a possibilidade de um político ser eleito pelo Novo é muito grande”, diz.

Perguntado sobre a atual gestão municipal, Adalberto afirma que a cidade passou por um momento de regressão administrativa. “Eu cheguei a Valadares há pouco menos de 25 anos e o município naquela época era um dos principais do Estado. Hoje a cidade se encontra bem. Tivemos uma regressão nos últimos anos no PIB nacional. Nós já temos hoje sinais de que estamos saindo do lugar, mas falta muito ainda”, comenta.

Cenário bem diferente do que foi em 2016

Por fim, Adalberto comentou que visualiza uma disputa nas urnas bem diferente do que foi em 2016, quando o atual prefeito, André Merlo (PSDB), ganhou com folga no primeiro turno. O tucano recebeu o apoio de 106.905 eleitores, registrando 81,03% dos votos. “Já está se desenhando o que vai acontecer nas eleições no ano que vem. Será bem diferente do que foi em 2016. Não teremos a polarização de dois partidos apenas; no mínimo quatro ou três candidatos devem aparecer. Acredito que as redes sociais vão ajudar e atrapalhar muitos candidatos, com as fake news. As eleições municipais costumam ser mais agressivas que as nacionais; acredito que será um disputa boa”, concluiu o dirigente.

por Eduardo Lima eduardolima@drd.com.br