“Ora, mas que surpresa, hein?”

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FOTO: Divulgação

Deputada Carline de Toni (PSL-SC) sobre a movimentação suspeita de R$ 2,5 milhões na conta do deputado David Miranda, suplente de Jean Wylys

Câmara sinaliza contra importação lesiva de etanol

A Câmara fez importante sinalização, nesta quarta (11), ao aprovar por larga margem (319 x 101 votos) o regime de urgência para votação do projeto de decreto legislativo (PDL) que suspende o aumento de importação de etanol, sem impostos, de 600 para 750 mil litros. A medida é altamente prejudicial aos produtores nacionais. Trata-se de uma jogada de usineiros paulistas, que estão na entressafra, para impor prejuízos aos produtores do Nordeste no auge da safra.

Que sujeira…

A produção nacional de etanol é suficiente para todo o País, enquanto o álcool importado, à base de milho, é “podre”, altamente poluente.

Que vergonha!

O lobby paulista “vendeu” ao governo que o aumento da importação de etanol, na véspera da visita de Eduardo Bolsonaro, agradaria os EUA.

Crime de lesa-pátria

A importação sem impostos é crime de lesa-pátria: lesa produtores que pagam alta carga tributária e empregam 500 mil pessoas no Nordeste.

Novo preconceito

A posição favorável ao aumento da importação de etanol mostrou que o Partido Novo, como usineiros paulistas, não gosta do Nordeste.

Deputado quer apurar suposta compra de mandato

O deputado José Medeiros (Pode-MT) vê “confirmação da obscuridade” no caso da movimentação considerada suspeita pelo Coaf de R$2,5 milhões nas contas do deputado David Miranda (PSOL-RJ), casado com o jornalista Glen Greenwald. Medeiros pediu à Procuradoria-Geral da República para investigar possível compra do mandato do ex-deputado Jean Wylys (PSOL-RJ) para favorecer Miranda, que era o suplente.

Caso de polícia

“É caso de polícia”, insiste o deputado José Medeiros, que agora não tem dúvidas da transação envolvendo o mandato.

Fumaça e fogo

“Onde tem fumaça, tem fogo; agora é impossível descobrir esse fogo”, disse José Medeiros, sobre as revelações do Ministério Público do RJ.

Mais igual que os outros

Para Medeiros, a situação é surreal e mostra que há cidadãos de 1ª e de 2ª. “Temos um sujeito de outro país que não pode ser investigado”.

Lição para principiantes

A demissão de Marcos Cintra é pedagógica para quem repete a lorota de “interferência” do presidente em ministérios. Ele nomeia, demite, ele manda. Sempre foi assim. Sérgio Moro e Paulo Guedes sabem disso.

Ensandecidos

Negociações não prosperaram para impedir a greve nos Correios porque sindicalistas ensandecidos exigiram aumento que superaria até o faturamento da empresa, já com prejuízos de R$ 3 bilhões nas contas.

Denúncias graves

Graves acusações do Ministério Público do RJ contra o deputado David Miranda (PSOL-RJ), pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro e rachadinha de salários de assessores, desautorizam a fantasia de “retaliação” contra o site do marido, que tem atacado a Lava Jato.

Mandou bem

O governo do DF, chefiado por Ibaneis Rocha (MDB), age rápido. Em apenas oito meses, demitiu 131 servidores que agiram mal, inclusive professores que assediaram alunas sexualmente. É assim que se faz.

Vai ficar assim?

É constrangedor o silêncio de procuradores de todo o País, que não repudiaram as declarações insultuosas do colega mineiro Leonardo Azeredo, queixando-se de ganhar “apenas R$ 24 mil líquidos por mês.

O mais citado

Segundo levantamento do site Diário do Poder e do Congresso Data Room, o perfil do presidente Jair Bolsonaro no Twitter ainda é mais citado por parlamentares, jornalistas e políticos.

Segunda Guerra

O jornalista Jayme Brener lança nesta quinta (12), em Brasília, seu romance histórico “Os cinco dedos de Tikal: Comunistas, judeus, putas e índios às vésperas da Segunda Guerra”. Às 19h, na Livraria Sebinho.

Apenas 24 anos

A Câmara dos Deputados aprovou emenda à nova Lei de Licitações que impede a compra de artigos de luxo pela administração pública. A “nova” lei tramita no Congresso desde novembro de 1995.

Pensando bem…

…Marcos Cintra, ex-Receita, e Tite, em breve ex-Seleção, tem algo em comum: falam muuuuuito.