Número de dívidas dos mineiros cai 4,02% no mês de setembro

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Queda foi maior entre os homens. Endividamento das empresas também recuou no período

O número de dívidas dos mineiros apresentou queda em setembro. De acordo com o Indicador de Dívidas em Atraso do Conselho Estadual do SPC, foi registrada redução de 4,02% na comparação com o mesmo mês do ano anterior (Set.19/Set.18). Esse é o terceiro ano consecutivo em que ocorre recuo do endividamento nesta base de comparação. Esse percentual de queda foi o maior para o mês da série histórica, que teve início em 2011. De acordo com o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), Marcelo de Souza e Silva, esse resultado positivo é explicado pela melhora de alguns indicadores econômicos, como a desaceleração da inflação e a queda dos juros. “Com um ambiente mais favorável, os mineiros estão buscando sair do cadastro de devedores. Mesmo com o orçamento ainda apertado, os consumidores vêm tentando regularizar sua situação financeira e pagar suas dívidas para voltar ao mercado de crédito e de consumo”, comenta o presidente da CDL/BH. Na variação mensal (Set.19/Ago.19) também houve redução das dívidas de 0,43%.

Na variação por gêneros, o número de dívidas apresentou redução entre homens e mulheres, porém a retração foi menor para o público feminino (-4,89%), enquanto no masculino foi de -5,71%. Essa diferença é justificada pela taxa de desemprego permanecer maior entre as mulheres. “Devido às diferenças no mercado de trabalho, as mulheres vêm enfrentando mais dificuldades em regularizar as suas dívidas”, explica Souza e Silva.

Inadimplência apresenta leve aumento em setembro

Na variação anual (Set.19/Set.18) a inadimplência no Estado registrou uma elevação de 0,73%. No mesmo período do ano passado a alta foi de 1,49%, o que indica uma desaceleração do ritmo de crescimento da inadimplência. Na base de comparação mensal (Set.19/Ago.19), houve um aumento de 0,62% no número de pessoas que estão com o nome inscrito no cadastro de devedores em Minas Gerais.

Já na variação por faixa etária, os idosos permanecem sendo a parcela com mais dificuldades para quitar suas contas em atraso, com crescimento de 16,33%. “Mesmo com um aumento dos rendimentos reais de 11,03%, essas pessoas ainda não estão conseguindo honrar com todos os seus compromissos financeiros. O alto custo de vida desta faixa etária e o fato deles ainda serem os responsáveis financeiramente pelas famílias são algumas das causas para isso”, justifica o presidente da CDL/BH.

Pela primeira vez

O número de dívidas das empresas mineiras, na comparação anual (Set.19/Set.18), apresentou queda de 2,71%. Essa é a primeira retração apresentada pelo indicador nesta base de comparação há oito anos. “A economia do País vem se recuperando de forma gradual, assim como as empresas, que, aos poucos, vão conseguindo organizar suas finanças, aumentar suas receitas e reduzir o número de débitos em atraso”, comenta Souza e Silva. Já na variação mensal (Set.19/Ago.19), a quantidade de contas em atraso caiu 1,51%. O número médio de dívidas das empresas em setembro de 2019 foi de 1,92 por CNPJ. No mesmo período do ano anterior, era de 2,01 por empresa.

Já em relação a inadimplência, em setembro deste ano, na variação anual (Set.19/Set.18), houve crescimento de 1,89% no número de pessoas jurídicas inadimplentes. Embora tenha apresentado aumento nesta base de comparação, o indicador cresceu em ritmo mais lento em relação aos anos anteriores. Na base de comparação mensal (Set.19/Ago.19), o endividamento das empresas cresceu 0,07%.

O segmento que detém a maior quantidade de empresas devedoras, registradas em setembro de 2019 em comparação com o mesmo período de 2018, foi o setor de Serviços com aumento de 4,62%. Em Minas Gerais, no acumulado do ano (Set.18 a Ago.19), esse segmento registrou um crescimento em suas atividades muito baixo (0,4% – IBGE). “O setor de serviços foi muito impactado com a retração da economia do Estado por 11 trimestres consecutivos. Por isso as empresas ainda estão com sua capacidade de pagamento afetada”, justifica o presidente da CDL/BH.