“Ninguém é surpreendido por nada que se traga em alegações finais”

F(OTO: Divulgação

Ministro Luís Roberto Barroso, que foi contra a decisão do STF ‘melando’ a Lava Jato

Supremo abre o caminho para ‘melar’ a Lava Jato

O Supremo Tribunal Federal (STF) abriu caminho para “melar” a Lava Jato, ao atingir maioria de votos para anular outra sentença de corrupto já condenado. O STF levou em conta “interpretação criativa” da defesa de Adelmir Bendini, ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil, que diz ter sido prejudicada por não fazer alegações finais após a acusação. O STF ignorou o detalhe de que isso não está na lei.

Objetivo é soltar Lula

A decisão do STF mal disfarça a intenção de criar condições objetivas para anular a sentença que resultou na prisão do ex-presidente Lula.

Sincronizados

O intuito ficou mais claro depois que o presidiário desistiu de pleitear a progressão do regime fechado para o semiaberto. Quer liberdade total.

Tá tudo dominado

Os ânimos exacerbados de ministros favoráveis a teses dos petistas demonstraram que estava tudo decidido antes de a sessão começar.

Tempo ao tempo

O adiamento da conclusão para a próxima semana servirá para sentir o impacto junto à opinião pública e orientar a extensão da decisão.

Paulistanos rejeitam mais Doria que Bolsonaro

O governador João Doria aumenta suas críticas ao presidente, mas ele é bem mais mal avaliado pelos paulistanos do que Jair Bolsonaro. Levantamento do instituto Paraná Pesquisa encomendado pela Rádio Bandeirantes, entrevistando 1.220 eleitores paulistanos entre os dias 20 e 24, mostra que 55,7% desaprovam o governo Doria e 51,7% fazem a mesma avaliação negativa do governo de Bolsonaro. Aprovam a administração de Doria 38,9%, enquanto 44,5% aprovam o presidente.

Fundo do poço

A avaliação de Bruno Covas é ainda pior que de Doria e Bolsonaro: 58,4% o desaprovam e 60,3% juram não votar nele de jeito nenhum.

Avaliação ruim

Só 22% dos paulistanos acham o governo Doria bom (18,9%) ou ótimo (3,5%), enquanto 44,5% o consideram ruim (13,9%) ou péssimo (28%).

Menos ruim

No caso de Bolsonaro, 29,5% acham o governo bom (18,7%) ou ótimo (10,8%), enquanto 41% o avaliam vê ruim (10,7%) ou péssimo (30,3%).

Aliança efêmera

João Doria inventou o “Bolsodoria” para atrair votos bolsonaristas, mas logo depois tratou de afastar-se do presidente, na tentativa de se credenciar como o “antiBolsonaro” nas eleições presidenciais de 2022.

Fora da curva

O ministro Ricardo Lewandowski pareceu surpreso, ontem, com as mudanças de entendimento de ministros e votos contra a manobra bolada para melar a Lava Jato. Ficou inquieto e nervoso.

Muita calma nessa hora

Com voto tão simples quanto brilhante, o ministro Luís Roberto Barroso desconstruiu a manobra para melar a Lava Jato. Mas aí o presidente do STF suspendeu a sessão para conversas de pé-de-orelha.

Meritocracia

Preso pela PF ontem por desviar R$ 5,4 milhões nos últimos 17 dias de mandato, o ex-prefeito de São José da Tapera (AL), Jarbas Ricardo, passou 26 dias longe dos cofres públicos: foi nomeado pelo governador Renan Filho para gerir as finanças da Imprensa Oficial de Alagoas.

Isso não pode

Pretendente ao cargo de embaixador, Eduardo Bolsonaro deveria evitar o compartilhamento de fotos falsas, mesmo sobre a aborrecente enfezada Greta Thunberg, favoritíssima ao título de Chata da Década.

Inversão de valores

É o fundo do poço, o fim do caminho: senadores foram pressionar o STF em defesa de Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), investigado por corrupção. Pior é o STF se sujeitar à pressão. Que vergonha!

Defesa da democracia

O Prosul, de países pelo progresso da América do Sul, convidou os que estão de fora (Bolívia, Suriname e Uruguai) a se integrar ao grupo que defende a democracia, o Estado de direito e os direitos humanos.

Na nossa conta

A Câmara lançou o próprio serviço para confirmar fake news à disposição do cidadão, mas apenas de notícias sobre deputados e a atividade legislativa. Adivinha quem paga a conta?

Pensando bem…

…a sessão do STF, nesta quinta-feira, parecia mais um telecurso sobre como destruir o trabalho de seis anos em uma semana.