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sábado, 1 de agosto de 2015

Tecnologia vai medir a qualidade do leite da região

O aparelho Ekomilk vai ser utilizado pela Cooperativa a partir deste domingo para medir a qualidade do leite e detectar, em nível de campo, os pontos críticos que precisam ser melhorados antes que o produto chegue à indústria e ao consumidor final
FOTO: Divulgação
COM O aparelho, a Cooperativa poderá orientar produtores para melhorar a qualidade do leite antes de ele chegar à indústria
GOVERNADOR VALADARES -

O aparelho é moderno, simples, pequeno e de fácil utilização. A qualidade do leite é essencial para produtores e indústrias e é uma exigência do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por meio da Instrução Normativa 62 (IN 62) de 2011 — que regulamenta a produção, identidade, qualidade, coleta e transporte do leite. A união desses dois pontos não poderia ter outro resultado melhor do que um produto final com qualidade exemplar. Para os produtores rurais e cooperados da Cooperativa Agropecuária Vale do Rio Doce, isso é agora uma realidade, não apenas um projeto. Na última terça-feira, 28, a Cooperativa adquiriu um aparelho portátil chamado Ekomilk, que faz análises precisas e rápidas do leite.

O novo “funcionário” da Cooperativa foi adquirido em parceria com a Ouro Fino, que trabalha com a saúde animal, para trabalhar especificamente a qualidade do leite produzido em Valadares e região. A nova tecnologia vai trazer mais dinâmica, resultados, qualidade, e o melhor de tudo é que não terá nenhum custo para o produtor e cooperado. A partir de um boletim de qualidade mensal que é emitido pela Cooperativa, tanto os tanques comunitários quanto os individuais poderão ser alvos de uma ‘blitz’ para detectar possíveis ‘fraudes’, pontos críticos e melhorar a qualidade do leite junto ao produtor, com soluções práticas e aplicáveis.

O médico veterinário e gerente do departamento de campo Pedro Repossi Jr. afirma que o Ekomilk terá um papel importante no trabalho em nível de campo, a partir do boletim mensal de qualidade do leite que já é gerado pela Cooperativa. “O Ekomilk vai trabalhar com a qualidade do leite. Isso vai dar uma dinâmica no campo para conseguirmos identificar possíveis fraudes no leite, principalmente detectar a campo a quantidade de células somáticas daquele tanque, o comunitário ou o do produtor individual. Todo mês a cooperativa gera um boletim de qualidade do leite. Então, com isso mostramos se a qualidade é ruim ou boa. Isso acontece em quatro parâmetros: proteína, gordura, Contagem Bacteriana Total (CBT) e Contagem de Células Somáticas (CCS). E esse aparelho consegue dosar, em nível de campo, exatamente esses quatro parâmetros. Vamos conseguir identificar onde estão os pontos críticos do campo, e à medida em que isso acontece a gente tem condições de sair com o aparelho, ir ao ponto e medir de onde vem o problema.”

O veterinário acrescenta que no caso dos tanques comunitários poderá ser feita uma espécie de “blitz”, sempre junto com o produtor, para resultar em leite de qualidade, uma preocupação que a Cooperativa tem para com o consumidor final, além dos produtores. “Se formos aos tanques comunitários, teremos condições de fazermos uma blitz, e antes de o produtor jogar seu leite no tanque, a gente vai lá e coleta a amostra para ser feita a análise. Aí vamos descobrir qual produtor que está prejudicando o leite do grupo. Identificando isso, vamos começar o trabalho de educação continuada. Vamos à fazenda do produtor para vermos o que ele está fazendo de errado e o que a gente pode melhorar. Tudo é visando à qualidade do produto final. Então, essa é uma preocupação que a Cooperativa tem com o consumidor final, trabalhando lá na base, junto com o produtor, para identificar possíveis desvios da qualidade, para garantir um alimento de excelente qualidade que vai chegar até a indústria”, disse Pedro Repossi.

O trabalho inicial com o Ekomilk acontecerá na cidade vizinha de Marilac, mas outros locais da região e de Valadares poderão ser contemplados. Mas o veterinário esclarece que nem todos serão alcançados. “A primeira visita vai ser feita na região de Marilac. Vamos a um núcleo para medir a qualidade. Para não ficar só naquele momento, vamos pegar a média de qualidade dos últimos três meses, e a partir dessa ida vamos medir a qualidade dos próximos três meses. Nossa intenção é medir a qualidade antes e depois. Queremos usar o aparelho para melhorar a condição de qualidade do leite. O trabalho é gratuito e não terá nenhum custo para o produtor. Nem todos serão alcançados. O aparelho será usado naqueles tanques onde há o indício de uma qualidade não tão aceitável, identificada no boletim de qualidade. Se o produtor não receber nenhuma visita ou nenhum telefone, ele pode ficar tranquilo, que o tanque dele está dentro da qualidade necessária. Vamos fazer um cronograma de atividade”, explicou o também gerente do departamento de campo Pedro Repossi Jr.









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