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sábado, 28 de fevereiro de 2015

Produtores já têm resultados com a Fertilização In Vitro da Cooperativa

As primeiras bezerras começaram a nascer, e os cooperados já colhem os frutos do programa
FOTO: Ramalho Dias
O PRODUTOR e cooperado José Lucca está satisfeito com os resultados da Fertilização In Vitro em sua propriedade
GOVERNADOR VALADARES -

As transferências de embriões das cinco rodadas do programa de Fertilização In Vitro (FIV), realizado pela Cooperativa, já apresentam resultados satisfatórios para seus produtores rurais e cooperados. Pioneira no País em proporcionar os benefícios de forma coletiva, a Cooperativa decidiu inovar e permitir que seus cooperados, com subsídios, tivessem em seu rebanho vacas de alto padrão genético a um preço acessível. Por isso, o primeiro grupo de 44 produtores já colhem os frutos a curto prazo. Ao todo, 836 receptoras já receberam a transferência de embriões desde o início da primeira rodada, em maio do ano passado. Após 60 dias, 358 tiveram a prenhez confirmada, o que representa um total de 42,8%, que está dentro da média mundial.

 

As primeiras bezerras já começaram a nascer. O produtor rural e cooperado José Lucca está satisfeito com os resultados em sua propriedade. “A Cooperativa começou a implantar a inseminação artificial há mais de 20 anos e, desde essa época eu faço questão de participar de todas as inovações tecnológicas que são oferecidas. Assim que soube que a Cooperativa estava trazendo a Fertilização In Vitro, corri atrás, participei de todas as rodadas que foram feitas até hoje e estou pronto para participar das que ainda virão. Estou muito satisfeito com o projeto, já nasceram quatro bezerras dos embriões implantados em maio do ano passado, quando foi feita a primeira rodada, e já percebemos um animal de ótima genética e com expectativa de alta produção de leite.”

 

O programa de FIV é feito em parceria com a empresa brasileira In Vitro Brasil, considerada a de maior produção de embriões FIV do mundo e que domina 45% do mercado mundial. A técnica aproveita o que há de melhor nos touros e vacas, pais e mães, resultando em um embrião já sexado de alta qualidade. O programa faz parte do projeto Cre$cer Genética, implantado em 2009 e que representa o incentivo à realização de Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF). Para isso, técnicos da Cooperativa atendem o cooperado, selecionam vacas com capacidade de prenhez, orientam quanto a aplicação de hormônios para o sucesso do procedimento e finalizam com a realização da inseminação, sempre com sêmen de touros geneticamente superiores e com alto potencial em produção de leite. Desde a implantação do projeto Crê$er Genética já foram feitas mais de 12 mil inseminações.

 

O vice-presidente da Cooperativa, João Marques, acredita que a FIV será um salto muito grande na pecuária leiteira de toda a região. “Além de diminuir o intervalo entre partos, que por si só já torna a atividade mais produtiva, temos um ganho genético enorme e muito importante. As bezerras serão animais de alta produção e com uma genética altíssima. Pequenos produtores terão em suas fazendas animais do nível dos das grandes fazendas do Brasil, e isso vai naturalmente se refletir na produção”, explica Marques.

 

Minas tem a principal bacia leiteira do País e responde por 27,5% do total de leite produzido no Brasil, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A região do Vale do Rio Doce tem grande importância na produção do Estado, e por isso o trabalho da Cooperativa se destaca. O presidente da Cooperativa, Guilherme Resende, acredita que facilitar o acesso à tecnologia é fundamental para fortalecer o produtor. “O Vale do Rio Doce tem uma produção de leite expressiva e capacidade de produzir ainda mais, mas o produtor de leite ainda encontra muitas dificuldades para evoluir. Muitos desconhecem as técnicas avançadas, e o pequeno produtor, que aqui é maioria, dificilmente tem acesso ao que existe de mais moderno. Com muito trabalho estamos conseguindo mudar essa realidade; a Cooperativa está democratizando a tecnologia e dando condições de crescimento para todos os cooperados”, afirmou.

 

Um dos benefícios proporcionados pelo FIV aos cooperados e produtores é a diminuição do intervalo entre partos com lucros mais visíveis. “Na região, o intervalo é longo e a vaca deixa de parir todo ano. Assim, o curral deixa de ser mais produtivo. Com o FIV, os produtores podem diminuir esse intervalo e promover o ganho genético”, explica o veterinário Pedro Repossi, gerente do departamento de campo da Cooperativa. Ele ressalta que as bezerras serão melhores que as mães. “As bezerras irão produzir o dobro de leite das mães. E isso representa um ganho na nossa bacia leiteira. Para a Cooperativa e para os produtores rurais isso é muito importante.”









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