Central do Assinante







PUBLICIDADE



AS MAIS LIDAS
Página Inicial:: >> Notícias do Brasil & Mundo >> Agropecuária >>
sábado, 14 de março de 2015

Homeopatia na agropecuária

Produtores da região do Vale do Rio Doce têm apostado em produtos homeopáticos para prevenir e tratar doenças que ameaçam a sanidade do rebanho
FOTO: Divulgação
O MEDICAMENTO age em diversos aspectos. Bloqueia a ocorrência de cios em vacas para descarte, eleva ao máximo a atividade ruminal, melhora a absorção dos nutrientes e intensifica a conversão alimentar
GOVERNADOR VALADARES -

Com os novos métodos de aplicação genética, o tratamento homeopático está cada vez mais presente na prática veterinária em gado de corte e leiteiro. Utilizando medicamentos não tóxicos e livres de resíduos, a produção homeopática é feita a partir de amostras patológicas de animais e vegetais, os quais fortalecem o sistema imunológico e nutricional do animal, aumentando a energia vital e o equilíbrio do organismo. No mesmo aspecto, produtores da região do Vale do Rio Doce têm apostado em produtos homeopáticos para prevenir e tratar doenças que ameaçam a sanidade do rebanho.

 

A homeopatia é o único suplemento sem a presença de produtos orgânicos e de resíduos que não agridem o animal, as pessoas e o meio ambiente. Apesar de não ser usada em grande escala, a prática tem ganhado força com empresas da região especializadas na fabricação do produto. Diferentemente dos medicamentos convencionais, que geralmente são aplicados através de injeções, os produtos homeopáticos são misturados à ração do gado. O método natural deixa o animal mais saudável e resistente. Além disso, o custo-benefício para o pecuarista é bem maior. A Homeopatia é indicada tanto para bovinos quanto para caprinos, ovinos, equinos e bubalinos.

 

De acordo com o técnico agrícola e um dos gestores comerciais da Hagil, laboratório especializado na fabricação de medicamentos homeopáticos, Ailson Matos, a homeopatia é mais eficaz no controle das doenças, além do rebanho leiteiro ter um ganho considerável de peso e rendimento. “Esse é um novo conceito nos medicamentos veterinários, que permite o funcionamento do metabolismo animal no seu ritmo máximo, degradando e excretando substâncias tóxicas por todas as vias possíveis. O medicamento age em diversos aspectos. Bloqueia a ocorrência de cios em vacas para descarte, eleva ao máximo a atividade ruminal, melhora a absorção dos nutrientes e intensifica a conversão alimentar. Promove o equilíbrio do sistema imunológico dos animais, minimizando ao máximo os efeitos colaterais que possam acontecer e comprometer o nível de produtividade do rebanho nos períodos vacinais”, disse.

 

Com sede em Teófilo Otoni e há 5 anos no mercado, a Hagil é o único laboratório homeopático registrado no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) de Minas Gerais. Ao todo são 59 distribuidores, sendo três para a região do Vale do Rio Doce. A homeopatia em animal tem sido usada também para prevenção e combate de problemas respiratórios, de pele, verrugas e feridas crônicas. É ainda aplicada no controle de pragas que prejudicam o gado, como o carrapato, berne e a mosca do estábulo.

 

Mesmo com o diferencial, o técnico afirma que somente 4% dos produtores sabem dos benefícios dos medicamentos homeopáticos. “Isso é devido à falta de divulgação e poucos profissionais que trabalham na área. O método é antigo, mas é pouco expandido no agronegócio. Estou há pouco tempo atendendo clientes da região. Além de produzir, eu comercializo medicamentos em toda a região. Muitos fazendeiros de Valadares já aderiram aos produtos e já estão colhendo os resultados. Existe um mito de que o medicamento homeopático tem ação lenta nos animais; isso é mentira. Na verdade, o tempo de reação do organismo é proporcional ao tempo de afecção. Em pouco tempo já é possível ver os resultados”, ressaltou.

 

Caso o produtor queira aplicar a homeopatia em seu rebanho é preciso que seja feita uma análise nos animais. “Primeiro fazemos testes na propriedade, para saber qual é a necessidade do produtor. Cada produto é indicado para um tipo de raça ou doença do animal. O que tem acontecido na região são produtores perdendo rebanhos que se alimentam de pastagens com infestações de plantas tóxicas, samambaia, suma roxa, puerena e cafezinho. Por isso, o medicamento é indicado por ser eficaz no metabolismo do animal, acelerando o seu ritmo, degradando e excretando todas as substâncias tóxicas possíveis do animal”, conta o técnico.









COMENTE ESTA NOTÍCIA


COMPARTILHE ESTA NOTÍCIA






NOTÍCIAS RELACIONADAS