Central do Assinante







PUBLICIDADE



AS MAIS LIDAS
Página Inicial:: >> Notícias do Brasil & Mundo >> Agropecuária >>
sábado, 15 de agosto de 2015

Projeto Crê$er Irrigação melhora nutrição dos animais

FOTO: Divulgação
O projeto da Cooperativa ajuda produtores na alimentação adequada do rebanho
GOVERNADOR VALADARES -

A Cooperativa Agropecuária Vale do Rio Doce implantou recentemente o projeto Crê$er Irrigação, que se constitui como um suporte ao projeto de melhoramento genético, uma vez que a alimentação adequada é fundamental para que os animais de alto padrão expressem os potenciais de produção e reprodução. O projeto, que tem baixos custos, já é realidade para quase todos os produtores e cooperados da Cooperativa, que somam quase 1.500. 

 

Para o médico veterinário Pedro Repossi Jr., gerente do departamento de campo da Cooperativa, o Crê$er Irrigação visa melhorar a condição nutricional dos animais dos cooperados e traz ganhos importantes. “Uma das formas consideradas hoje mais baratas de trabalhar é fazer esse volumoso nas fazendas. O produtor pode fazer isso dimensionando a área para produção de pastagens, e aí pode-se trabalhar com piquete rotacionado, com irrigação ou sem irrigação, e fazer a divisão diária, melhorando a lotação de animais por área. Ou seja, quanto mais animais ele conseguir colocar naquela área, se alimentando de um volumoso de boa qualidade, mais ele para de gastar e diminui quantidade de ração, porque as vacas vão estar se alimentando melhor. Os produtores vão começar a intensificar suas áreas, e isso quer dizer que eles vão otimizar as áreas da fazenda. A visão do projeto também é a de produzir alimento, além da pastagem — como milho, sorgo e cana —, e todos esses alimentos podem ser irrigados ou não. Tudo isso vai dar um ganho produtivo e financeiro muito maior do que ele simplesmente ficar onerando sua fazenda com ração comercial.”

 

A redução de custos também é apontada como uma meta do projeto. “O projeto veio como alternativa para reduzir custos na fazenda e otimizar as áreas que o produtor tiver em sua propriedade. A cooperativa teve essa ideia justamente para levar ao produtor a difusão de tecnologias para a produção de volumoso, de irrigação e, como consequência, a condição da melhoria de vida do produtor e cooperado. O investimento não é alto, gira em torno de 5 ou 6 mil reais por hectare, e ele vai sentir, em médio prazo, que a economia será muito grande, principalmente em relação a concentrado, sem contar a excelência na alimentação do gado que ele vai passar a oferecer”, analisa Pedro Repossi.

 

O engenheiro-agrônomo da Cooperativa Roberto de Oliveira explica que o funcionamento do projeto começa com uma visita ao produtor para verificar a demanda que ele tiver. Depois disso, os procedimentos são variados. “A primeira coisa que fazemos na visita é verificar a demanda do cooperado. Depois, avaliamos as condições, montamos um planejamento em cima do gado que ele tem. Verificamos também qual quantidade de volumoso o produtor vai precisar e o que será produzido na propriedade, levando em conta a quantidade de água que ele tem. As visitas vão acontecer de acordo com o diagnóstico que fazemos. Realizamos coleta de informações, elaboramos um projeto, depois retornamos à propriedade e fazemos a demarcação de área. O produtor é quem executará o projeto, mas voltamos para conferir como as coisas estão, se está tudo dentro do planejado. Nós orientamos passo a passo sobre o que e como deverá ser feito o planejamento que montamos, de acordo com o que o produtor tem em mãos e da sua necessidade.”









COMENTE ESTA NOTÍCIA


COMPARTILHE ESTA NOTÍCIA






NOTÍCIAS RELACIONADAS