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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Denúncia de tortura na penitenciária de Valadares é investigada

De acordo com a denúncia, agentes penitenciários teriam colocado sacos plásticos nas cabeças de seis detentos e dado muitos chutes e socos neles. Ainda teriam jogado água fria e os deixado sangrando, sem prestar assistência
FOTO: Arquivo DRD
A DIREÇÃO da Penitenciária instaurou um procedimento interno para apuração dos fatos. Os detentos foram ouvidos e o documento será encaminhado à Suapi
GOVERNADOR VALADARES -

A Redação do DIÁRIO DO RIO DOCE recebeu, na última semana, várias denúncias de de que alguns detentos estavam sofrendo tortura dentro das celas da Penitenciária Francisco Floriano de Paula (Paca). As denúncias foram feitas tanto por agente penitenciário quanto por familiares desses detentos que, temendo represálias, pediram para que suas identidades não fossem divulgadas. Os familiares informaram que durante a tarde do último sábado, 2, estavam sendo impedidos de visitar seus parentes na penitenciária.

De acordo com as denúncias, no dia 27 de janeiro seis presos foram transferidos da cidade de Caratinga para a Penitenciária da Paca e eles estariam todos em uma cela chamada de “Latão”. A denúncia revela que na última semana agentes teriam entrado na cela e os espancado. “Colocaram sacos plásticos em suas cabeças e deram muitos chutes e socos neles. Ainda jogaram água fria e os deixaram sangrando sem prestar assistência”, relatou.

Durante as torturas, o diretor-geral da penitenciária estava viajando, e quem estava responsável era a diretora de ressocialização. “Ela comunicou o fato ao diretor-geral, que teria ordenado que os presos fossem encaminhados para exame de corpo de delito e que fizessem boletim de ocorrência. Ele ainda teria ordenado punição severa aos culpados, mas sempre sobra para todo mundo, e estou denunciando porque eu não fiz isso, sou honesto, tenho família e não queria perder meu emprego por causa disso”, desabafou o agente, indignado com a situação.

A Secretaria de Estado de Defesa Social informou, por meio de nota, que a direção da Penitenciária instaurou um procedimento interno para apuração dos fatos. Os detentos foram ouvidos e o documento será encaminhado à Subsecretaria de Administração Prisional (Suapi).

Confira o texto na íntegra na edição impressa do DRD de terça-feira, 5.









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