Central do Assinante







PUBLICIDADE


AS MAIS LIDAS
Página Inicial:: >> Notícias de Valadares e Região >> Abre Aspas >>
segunda-feira, 22 de abril de 2013

ABRE ASPAS: ‘Vamos duplicar a avenida Minas Gerais até a BR-116’

Deputado federal Leonardo Quintão afirma que Dnit já está elaborando projeto para pavimentar a avenida Minas Gerais até a BR-116, para atender alunos do IFMG e da Universidade Federal
FOTO: Jack Zalcman
LEONARDO QUINTÃO destacou ainda que a BR-381 só não foi duplicada por inoperância do Dnit nacional
GOVERNADOR VALADARES -
Em passagem por Governador Valadares para discutir com lideranças políticas benfeitorias para o município, bem como realizar a prestação de contas do mandato e também demonstar o planejamento deste ano, o deputado federal Leonardo Quintão (PMDB-MG), em entrevista concedida ao DIÁRIO DO RIO DOCE, falou sobre investimentos que tem conseguido para a cidade.

Quintão falou também sobre o adiamento da abertura do processo licitatório da duplicação da BR-381, que ficou conhecida como Rodovia da Morte. Segundo ele, a paralisação na operação da obra esbarra na “inoperância do Dnit nacional”. Leonardo enfatizou que o recurso para a duplicação da ponte do São Raimundo, na BR-116, em Valadares, “já está garantido”.

Com relação às suas pretensões para as eleições de 2014, Leonardo Quintão afirmou que “a única coisa que não pode ser é candidato a presidente da República, vereador e prefeito”. Mas destacou que chegou a ser convidado para o governo do Estado.

DIÁRIO DO RIO DOCE — O que foi feito neste mandato que beneficiou diretamente Valadares?
LEONARDO QUINTÃO — Nós conseguimos concluir todo o processo da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no bairro Vila Isa, que está sendo construída. São várias etapas de liberação. Já estamos na etapa final. Essa UPA será a maior de Minas Gerais. São sete mil metros quadrados de construção para atender os municípies de Valadares e da região na urgência. Essa UPA, que está sendo construída no Hospital Samaritano, vai desafogar muito o Hospital Municipal. A expectativa de inauguração é até o final do ano. A UPA vai desafogar o Hospital Municipal, porque a maioria dos serviços de urgência poderia ser atendida na UPA e deixar o hospital para emergência. Ou seja, para casos mais graves, como acidentes. E os serviços de urgência seriam encaminhados para a UPA. Lá serão 18 leitos, vários serviços e vários consultórios para esse atendimento ambulatorial.

DRD — Quanto está sendo investido nessa UPA?
LEONARDO QUINTÃO — São mais de R$ 3 milhões. É uma obra com recurso federal, estadual e parte municipal. Nós conseguimos os recursos estadual e federal. No recurso estadual o deputado [José] Bonifácio Mourão (PSDB) nós ajudou também, junto com o deputado João Leite (PSDB). O recurso federal eu consegui, e conseguimos fazer essa parceria com o Hospital Samaritano, que doou o terreno.

DRD — Tem outros projetos na área de saúde?
LEONARDO QUINTÃO — Sim. Eu consegui um R$ 1,5 milhão para custeio do Hospital Municipal. Custeio para todos os recursos — remédios, medicamentos, toda a parte de custeio. O hospital tem uma planilha, já está aprovada, e o recurso já foi depositado. Consegui também um tomógrafo novo para o Hospital Municipal. O recurso deixou de ser empenhado no ano passado, mas eu recuperei o empenho. Foi falha do Ministério da Saúde, questão técnica. O sistema vai ser reaberto agora, e serão mais R$ 2 milhões para o Hospital Municipal comprar esse tomógrafo e mais custeio. Então, na área de saúde eu acho que a gente cumpriu com o papel. Ajudamos muito nesses dois anos e meio de mandato, com esses recursos e, principalmente, com a conquista da UPA. Também apoiei, junto com o secretário de Saúde, Renato Fraga, a repactuação do município. O que representa isso? Nós mostramos para o Ministério da Saúde que o hospital não é municípal, ele é regional. Ele atende mais de 70 municípios. E quando você atende no hospital, sendo municipal, e os municípios não repassam recurso para Valadares, esse recurso sai de onde? Dos impostos municipais. E isso nós mostramos e comprovamos. Valadares ano passado recebeu R$ 14 milhões de repactuação e daqui para frente, todos os anos, irá receber recursos para que os serviços que são prestados em outros municípios, mesmo que são prestados pelo Hospital Municipal possam ser pagos. Eu não acho justo que o povo de Valadares possa pagar os serviços de outros municípios. Isso é uma grande conquista também que o secretário de saúde conduziu e lá em Brasília eu conduzi  o processo político.

DRD — Vários são os setores de carência no município. Tem também a questão das estradas, o adiamento do processo licitatório da duplicação da BR-381. O que aconteceu que a licitação foi adiada duas vezes neste ano?

LEONARDO QUINTÃO — Eu lamento muito essa inoperância do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) nacional. O Dnit regional é um dos melhores que temos no Estado de Minas Gerais. Mas ele depende do Dnit nacional. O atual diretor do Dnit, ele praticamente paralisou todo o processo nesses últimos dois anos quando assumiu, em uma tese de diminuir ou acabar com a corrupção. É muito fácil você combater uma coisa errada paralisando todo o processo. Sou contrário a isso. Sou favorável em aumentarmos a transparência, combatermos a corrupção. Mas não podemos prejudicar as obras devido a tese de problemas com ética. Então, eu tenho brigado, lutado muito, porque esse processo da BR-381, nós lutamos muito para conseguir o recurso do projeto, para conseguir o recurso da obra. A obra, hoje, está incluída no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o recurso está garantido. Eu fui relator de infraestrutura na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2011, onde coloquei recursos para projetos, que possibilitou o projeto da BR-381. Agora estamos lutando para que a licitação saia. A maneira que foi conduzido dentro do Dnit, de fechar o projeto e não deixar os participantes, os interessados em executar a obra dar opiniões no projeto fulminou na ausência de participantes, fulminou em processos judiciais para impedir um processo que estava errado. Se licitasse a obra da maneira que estava, ia prejudicar a obra. Tinha chance de vários participantes irem para a justiça e paralisar a obra já no seu inicio. Com isso, a recomendação que a gente tem dado na comissão de transporte, é de dialogo, sentar, conversar, conversar com o Tribunal de Contas da União, conversar com as empresas interessadas em participar da licitação, para que elas possam entender do processo. Isso não foi feito e prejudicou em mais de dois anos a licitação dessa obra. Nesses dois anos foram mais de 500 pessoas que morreram nas BR-262 na BR-381. Foram mais de 5 mil acidentes que poderiam não ter acontecido se tivéssemos iniciado essa obra. Eu vejo isso como um crime muito maior.

DRD — Podemos ter a esperança de que agora a obra sairá do papel?


LEONARDO QUINTÃO — A obra irá sair. Porque o recurso está garantido, nós incluímos esse recurso nas obras do PAC, nós conseguimos recurso para fazer o projeto. Antes se dizia que o projeto existia, mas nunca existiu um projeto de duplicação da BR-381. Hoje nós temos o projeto dos lotes que serão licitados e o recurso. Então agora o que é que está travando? A inoperância. Isso o povo que usa a estrada tem que saber. Inoperância do Dnit. Estamos lutando em Brasília para combater isso.

DRD — Seria viável a reformulação de uma outra estrada ao invés da duplicação da já existente?


LEONARDO QUINTÃO — Eu acho que mudar o projeto, se formos fazer um novo projeto, essa obra vai paralisar por uns 10 anos. Então, eu vejo que a gente tem que licitar esse projeto, que é um projeto que já contempla a demanda rodoviária e, futuramente, podemos pensar em novos projetos, porque a demanda só irá aumentar. Temos que impedir essa carnificina que está acontecendo na estrada. Porque empresa nenhuma vai querer instalar-se no Leste Mineiro, porque não tem logística para escoar os seus produtos. O custo hoje da logística só tem aumentado devido aos acidentes, devido a demora na estrada. Então, isso prejudica muito a empregabilidade e a atração de novas empresas.

DRD — O seu nome foi cogitado para assumir o Ministério dos Transportes, mas a Pasta acabou sendo entregue a outro. Como você ficou com essa situação?


LEONARDO QUINTÃO — Nós lutamos muito, eu via uma grande oportunidade de Minas Gerais ter um ministro do Transporte, e essa bandeira eu lutei até o fim. Mas infelizmente, o meu partido preferiu ir pelo caminho mais curto e assumir um ministério que já era do PMDB, que é o Ministério da Agricultura. Eu respeitei, mas lamentei muito. Porque se continuássemos na luta por um ministério que iria dar condição de nós ajudarmos Minas Gerais, que seria o ministério do Transporte, teríamos maior êxito. Mas, infelizmente, o PMDB mineiro optou pelo caminho mais curto de aceitar uma negociação de assumir o ministério de Agricultura.

DRD — Voltando a falar de obras. E a duplicação da ponte do São Raimundo em Valadares. Nas últimas eleições essa foi uma das promessas de campanha. Em que pé está esse projeto?


LEONARDO QUINTÃO — O recurso do projeto já foi garantido. O projeto está a caminho, mas cai também na inoperância do Dnit, que é um órgão que, infelizmente, paralisou. O Dnit regional já está fazendo o projeto, contratando, mas está paralisado devido a inoperância. Mas volto a dizer que o recurso está garantido para o projeto, basta agora fazer o projeto.

DRD — De quanto seria esse recurso?


LEONARDO QUINTÃO — Para o projeto dessa ponte R$ 1,5 milhão já está garantido. E depois a obra, uma obra que está orçada em R$ 50 milhões. Diziam também que tinha projeto, mas o projeto nunca existiu.

DRD — O que representa essa obra para Valadares, aliás não só para Valadares mas para o Brasil?


LEONARDO QUINTÃO — Boa parte do escoamento da produção que vai para o Nordeste e volta para o Sudeste passa por aqui. Depende daqui, depende da ponte do São Raimundo.

DRD — Comenta-se sobre a instalação de uma Universidade Federal no Vale do Aço. Isso é uma realidade?


LEONARDO QUINTÃO — É um projeto necessário, eu acho que as lideranças do Vale do Aço estão, vamos dizer assim, no inicio de um dialogo. Tem meu apoio e eu acho que é importante. Valadares conseguiiu e agora temos que lutar para ter um núcleo, um pólo, uma Universidade Federal no Vale do Aço, em um dos municípios.


DRD — E a pavimentação da avenida Minas Gerais, que dá acesso a Universidade Federal, como está o processo?


LEONARDO QUINTÃO — Conseguimos recurso agora para a pavimentação do acesso da Universidade Federal de Valadares. Tínhamos a Universidade, mas tínhamos uma avenida Minas Gerais encurtada. Nós vamos duplicar a Minas Gerais até a BR-116 e o acesso do Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG) até a Universidade Federal será duplicado também. Nós estamos fazendo um projeto junto com o Dnit, ou seja, depois da rotatória vamos decidir se vai duplicar ou ampliar, porque ali temos limitações, mas será feito um acesso duplicado da avenida Minas Gerais até a universidade, em torno de 6 quilômetros. Recurso este que a bancada mineira ajudou com R$ 12,5 milhões. E o relator geral da União, o senador Romero Jucá (PMDB), a meu pedido, colocou outros R$ 17,5 milhões, totalizando R$ 30 milhões. Esse recurso nós conseguimos numa audiência, com a presença do reitor da Universidade Federal de Juiz de Fora, Henrique Duque, que me acompanhou nesta audiência com o senador. 

DRD — Para essa obra da avenida Minas Gerais já tem um projeto sendo feito?


LEONARDO QUINTÃO — O projeto está sendo discutido entre a Universidade Federal e o Dnit. No dia 30, agora, vai ter uma reunião com o Dnit, na qual será decidido quem vai executar a obra. Porque esse acesso da Minas Gerais para a universidade pode ser executado pela universidade e como a avenida é municipal, pode ser executada pelo município. Mas pode ser feito um convenio com o Dnit para repassar o recurso tanto para a universidade federal, quanto para o município executar a obra. Essa obra esta orçada entre R$ 30 milhões e R$ 40 milhões. Já garantimos R$ 30 milhões. 

DRD — E as obras da Universidade?


LEONARDO QUINTÃO — As obras da universidade já irão começar. Houveram alguns questionamentos técnicos por parte do Tribunal de Contas da União que estão sendo sanados. Essa obra já foi licitada e tem que dar o inicio. Mas o recurso já está garantido no orçamento da universidade, que é o mais importante.

DRD — Falando sobre essa questão, já estamos caminhando para uma próxima eleição em 2014. Há a possibilidade do PMDB lançar candidato próprio?


LEONARDO QUINTÃO — Olha eu tenho lutado no partido para ter candidatura própria. Eu acho que o PMDB tem a obrigação de ter candidatura própria para o governo do estado.

DRD — Na última eleição tivemos o PMDB como cabeça e o PT de vice. Acha que essa ‘dobradinha’ pode ser mantida? 


LEONARDO QUINTÃO — Eu acho que cada partido tem que pensar em ter seu candidato. Na eleição passada foi uma coligação que não teve uma adesão de boa parte do PT, que realmente não engajou na campanha. Tanto que não conseguimos levar a eleição para o segundo turno. Se tivéssemos na época um PT unificado em torno da campanha do Hélio Costa (PMDB), teríamos um maior êxito. Mas, infelizmente, parte preferiu caminhar isolado, parte essa representada pelo grupo do ministro Fernando Pimentel, que praticamente não participou da eleição do Helio Costa. Nós respeitamos, mas agora, eu vejo que o PMDB tem a obrigação novamente de apresentar um candidato.

DRD — Para as eleições de 2014, quais são as suas pretensões?


LEONARDO QUINTÃO — A única coisa que a gente não pode ser é candidato a presidente da República, vereador e prefeito. No Estado, eu já fui convidado a ser candidato ao governo e estamos analisando essa conjuntura. O PMDB tem que ter candidato a governo no estado, estamos lutando para que tenha.








COMENTE ESTA NOTÍCIA


COMPARTILHE ESTA NOTÍCIA






NOTÍCIAS RELACIONADAS