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terça-feira, 16 de abril de 2013

ABRE ASPAS: ‘Estamos tentando credenciar Valadares para receber delegações olímpicas’

Deputado Eros Biondini, secretário de Estado de Esportes e da Juventude, diz que município tem capacidade para receber delegações em duas modalidades nas Olimpíadas
FOTO: Antônio Cota
EROS BIONDINI disse que o município possui características geográficas excelentes para a prática da canoagem e do remo
GOVERNADOR VALADARES -
Eros Biondini (PTB), o deputado federal da base do Governo do Estado mais bem votado em Valadares nas eleições de 2010, passou pela cidade nesta segunda-feira. Ele esteve no município para participar de um evento na cidade de Itanhomi, que fica a 62,7 quilômetros de Valadares. Em tom de brincadeira, Eros, que já visitou Valadares várias vezes este ano, disse que se pudesse se mudava para cá. “Aqui é minha segunda casa. Minha mãe foi criada em Valadares, estudou aqui, e se eu pudesse, moraria aqui também”, disse. Eleito com 208 mil votos, Biondini teve quase 5 mil só em Valadares.

O deputado assumiu em outubro do último ano a Secretaria de Estado de Esportes e Juventude (Seej), e contou como tem sido comandar a pasta. Segundo ele, o Estado tem investido em políticas públicas para afastar os jovens de um problema que ele mesmo enfrentou na adolescência: o uso das drogas.

Biondini falou sobre os investimentos feitos em preparação para a Copa do Mundo e outros eventos internacionais que o País sediará nos próximos anos e destacou que Valadares poderá até receber delegações de remo e canoagem para as Olimpíadas de 2016, que serão realizadas no Rio de Janeiro. Confira a entrevista na íntegra.

DRD — Com tem sido gerenciar o esporte no Estado de Minas Gerais?
EROS BIONDINI — Estou muito satisfeito, até mesmo porque minha vinda para a Secretaria de Esportes tinha uma expectativa grande, em vista dos eventos que teremos a partir deste ano, como a Copa das Confederações, e outros que estão por vir, como a Copa do Mundo em 2014. Esses eventos levaram o governador [Antônio] Anastasia a me convidar para assumir a pasta de Esportes e implantar em Minas várias políticas públicas de combate às drogas por meio do esporte. Até porque já há uma militância minha de mais de 20 anos com relação à recuperação de dependentes químicos. Passei na minha adolescência por esse problema e, a partir daí, dediquei minha juventude inteira no Brasil e fora do Brasil militando pela recuperação de jovens que são dependentes químicos. Então tenho gostado muito, porque teremos muitos eventos ligados ao esporte e estamos podendo investir nesse setor como fator desencadeante de políticas públicas que beneficiam a saúde pública, a segurança, o social e o combate às drogas. O esporte, quando recebe apoio e investimento, impacta todas as outras realidades da sociedade. Foi-me confiada essa secretaria tão importante, por isso optei por deixar, por esse período, a Câmara dos Deputados para assumir essa batalha por Minas Gerais. Desde que assumi, até o dia de hoje, graças a Deus nós não temos medido esforços para investir e atrair eventos para Minas Gerais.

DRD — Alguns eventos, inclusive, foram realizados em Valadares. Há outros que receberam apoio no Estado? O que mais poderá ser feito aqui na cidade?
EROS BIONDINI —  Nós acabamos de realizar aqui na última semana o Ibituruna Open, que não aconteceria sem o apoio da Secretaria de Esportes, por meio de recursos financeiros. Foi uma batalha para investirmos nesse projeto, que devolve a Valadares sua grande vocação, que é o voo livre. Agora teremos, em maio, com aporte de recursos da Secretaria, uma etapa do Campeonato Brasileiro de Paraglider. Nós fizemos também em Belo Horizonte, com apoio do filho do Zico, o Júnior, o jogo das estrelas do futsal, na reabertura do Mineirinho. A preliminar  desse jogo foi composta por jogadores dependentes químicos em recuperação nas fazendas de Minas Gerais. Conseguimos também trazer para Minas o Sul-Americano de Vôlei, que iria para São Paulo. Além disso, temos inúmeras corridas, atletismo, ciclismo, mountain bike, diversas modalidades. Agora estamos tentando junto à prefeitura credenciar Governador Valadares para receber delegações de duas modalidades olímpicas para as Olimpíadas de 2016. Essas modalidades são o remo e a canoagem. Valadares tem condição de absorver essas delegações. Assim como o município é forte no voo livre — por suas características geográficas — é também uma potência na canoagem. Tem delegações de outros países que já mostraram interesse se aclimatar e ambientar em Minas Gerais, visando às Olimpíadas, e ainda não temos nenhuma cidade cadastrada para essas modalidades. Se nós conseguirmos isso seria um grande acontecimento para a região e para Valadares. Agora mesmo estou em contato com o secretário municipal de Esportes, para que a gente não perca essa oportunidade, já que as inscrições vão até o dia 19 deste mês.

DRD — Além da realização e patrocínio de eventos, como o Estado tem investido no Esporte na região?
EROS BIONDINI — Estamos investindo em todas as modalidades esportivas com a compra de equipamentos e materiais esportivos. Temos visto também na região um grande desenvolvimento do futsal feminino e da Liga de Futebol Amador. Com os investimentos do Estado, os deputados também começam a se interessar. Agora mesmo, o deputado estadual Jayro Lessa (DEM) aportou uma emenda dele para apoiar o futebol amador de Valadares. Estamos lutando junto ao organizadores para que uma das etapas da Taça BH de Futebol Júnior, que é transmitida para 123 países, seja realizada aqui em Valadares. É uma competição muito importante, uma vitrine de novos craques, como a própria Copa São Paulo.

DRD — Quais são os principais programas esportivos executados hoje em Minas?
EROS BIONDINI — Nós temos a autorização do governador para que a Secretaria, diferentemente do que era antes, tenha condições e recursos para investir nos eventos. Além disso, temos um programa de revitalização dos espaços e dos equipamentos esportivos. Nós percorremos o Estado inteiro e percebemos que há muitos estádios, campos de várzea, quadras e ginásios poliesportivos deteriorados. O próprio Corpo de Bombeiros deu ordem para interditar muitos deles, como por exemplo, aqui na região, o Ipatingão. Então, estamos propondo um projeto de revitalização dos estádios, dos ginásios, dos equipamentos, das pistas de atletismo para que possamos aproveitar esse legado das Olimpíadas e atrair delegações do interior. Minas Gerais está na frente na interlocução com delegações estrangeiras. Não só delegações que já vieram ao Estado, como Austrália, Portugal, Japão e Canadá, mas também proporcionando aos gestores municipais seminários e simpósios com experts em Olimpíadas, com professores PHD da Austrália que viveram várias Olimpíadas e fizeram avaliação do que o país perdeu na sequência dos jogos, o que ficou esquecido e o que foi aproveitado após os eventos. Estamos sendo pioneiros nessa interlocução, para não cometer os mesmos erros e deixarmos um legado para a sociedade após esses eventos. Fora os programas esportivos que estão impactando a sociedade, como o Geração Saúde. Trata-se de um convênio que fazemos com academias particulares de algumas cidades para que o Estado financie a mensalidade de jovens dos 15 aos 19 anos que estejam com sobrepeso para que as atividades físicas previnam problemas como obesidade mórbida, hipertensão arterial e diabetes, quando esses jovens tiverem 21, 22 anos. Se eu for falar de todos os programas ficaríamos o fia inteiro. Temos, por exemplo, os Jogos Escolares de Minas Gerais (Jemg), que bateram o recorde de municípios inscritos este ano. São muitos frutos colhidos nesses seis meses à frente da pasta de esportes. Temos rodado todo o Estado para continuar batalhando. Tenho certeza que lá na frente iremos ver quanto o esporte ajudou a reduzir esse grande mal que vivemos hoje, que é o uso de drogas. Incentivando o esporte e incluindo nossos filhos os ajudaremos a se livrar desse mal.

DRD — O senhor citou no início da entrevista que teve problemas com drogas na juventude. Como o esporte contribui para que o adolescente deixe de usar as drogas?
EROS BIONDINI — O esporte inclui as pessoas. Qualquer um de nós ou qualquer adolescente encontra alguma modalidade que o acolha. E não precisa ser alguém que vá se envolver para disputar medalha ou troféu. O esporte contribui para a recreação das pessoas também. Nós temos no Estado o projeto Geração Esporte, que visa ao fomento da prática esportiva. E nesse programa, no contraturno das escolas, temos incentivado os alunos a descobrirem suas vocações. E às vezes aparecem surpresas. Tem rapazes que não sabiam que tinham vocação para o vôlei porque só podiam jogar outra modalidade, e se fossem bons. Então, incluindo todos os jovens e não exigindo deles que sejam verdadeiros campeões, teremos grande inclusão social, afinal, a maior vitória é a participação. E quando o jovem começa a praticar qualquer esporte, começa a ocupar a mente. Além disso, a atividade esportiva produz substâncias que compensam a sensação de prazer que as drogas dão momentaneamente. Sem mencionar a prevenção para a saúde, para a disciplina. Muitos que treinam têm uma vida melhor, comem melhor. O esporte também reduz a evasão escolar e o interesse pelas drogas. Quando a gente começa mais cedo a trabalhar com as crianças elas nem experimentam esse mal. 








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