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segunda-feira, 30 de setembro de 2013

ABRE ASPAS — Univale poderá receber alunos da UFJF em seus laboratórios

Indicada pelo Conselho de Curadores para assumir a reitoria, Mylene Lucca destaca que parceria com a federal será benéfica para ambas as instituições de ensino
FOTO: Antônio Cota
À FRENTE da Univale, Mylene Lucca fez um balanço sobre sua gestão. Ela falou também sobre a espera para a liberação do curso de medicina na Univale
GOVERNADOR VALADARES -

O Abre Aspas desta semana entrevista a professora Mylene Quintela Lucca, reitora da Universidade Vale do Rio Doce (Univale). Natural de Inhapim, graduada em Odontologia pela Univale em 1983, Mylene é professora do curso de odontologia da Univale desde 1986; coordenadora do curso de Odontologia da mesma instituição entre 2000 e 2001; diretora da Faculdade de Ciências da Saúde da Univale entre 2001 e 2006, e pró-reitora acadêmica da Univale entre 2006 e 2008. Ela implantou, em 1995, e coordenou entre os anos de 1995 e 2000 o Polo Integrado de Assistência Odontológica ao Paciente Especial da Univale (Pope). Atualmente à frente da universidade, Mylene fez um balanço sobre sua gestão. Ela falou também sobre a espera para a liberação do curso de medicina na Univale.

DIÁRIO DO RIO DOCE — Mylene, desde quando você está à frente da reitoria da Univale?

MYLENE LUCCA — Eu assumi o mandato em novembro do ano passado para finalizar uma gestão anterior da professora Ana Angélica, que seria de três anos, mas que teve também antes de mim, nesse período, uma atuação do dr. Gilson Fonseca, que assumiu a reitoria por um tempo, um curto espaço de tempo, até fazer essa transição. Naquele momento eu era a pró-reitora acadêmica e fui indicada pelo Conselho de Curadores e eleita reitora para a finalização dessa gestão, que termina agora, dia 20. Todo trabalho é em equipe. Não fazemos uma gestão sem ter o apoio dos nossos pares. No caso da academia temos que ter o apoio do corpo docente. A gente tem que alinhar o pensamento à condução do que entendemos das nossas idéias, do que a gente acredita que é melhor para a instituição. Quando eu assumi, o fiz com respaldo muito grande da academia, onde tive todos os cargos de gestão. Estou na instituição desde que me formei. Já ocupei todos os cargos de gestão, de coordenadora de curso, de diretora de área, pró-reitoria acadêmica, e tive a satisfação de ser indicada e ser eleita por unanimidade pelo Conselho de Curadores para assumir esse período dessa gestão, concluir essa gestão, um período muito complexo, muito complicado, com um clima organizacional. Quando se tem um desequilíbrio, uma questão financeira que ameaça o emprego das pessoas, os profissinais se sentem inseguros. Acho que ficarmos juntos, a academia a mantenedora, nesse processo de negociação, de transparência, foi muito importante. 

DRD — O que foi feito na reitoria pela senhora? Seguiu com os trabalhos que estavam em andamento?

MYLENE LUCCA — Outubro é um mês onde a gente está conduzindo o planejamento acadêmico para o próximo semestre. Então, nesse planejamento acadêmico são previstos os cursos que serão ofertados com as disciplinas e, consequentemente, o corpo docente que vai trabalhar no semestre seguinte. Nós temos finalizado esse planejamento acadêmico; já estava sendo construído, inclusive, estava trabalhando nele quando assumi a pró-reitoria acadêmica, e demos continuidade naquele momento. A cada semestre a gente faz um estudo de quais cursos de graduação serão ofertados e todas as atividades de extensão e pesquisa da universidade. Quais os editais para curso de pós-graduação, de mestrado, para continuidade dos programas que temos e na extensão é trabalhado os projetos de ação comunitária, de pós-graduação no latu senso, que nós chamamos de especializações, os cursos de extensão. Neste semestre já estão em oferta 11 cursos de pós-graduação latu senso e 10 cursos de extensão. 

DRD — Fazer o planejamento é um trabalho constante. Quantos cursos a Univale oferece atualmente?

MYLENE LUCCA — A universidade oferece 25 cursos de graduação já há algum tempo, e é um processo mesmo contínuo, como eu disse. Quando a gente pensa que finalizou um planejamento acadêmico estamos iniciando outro. E durante o semestre ocorrem várias questões inerentes a qualquer empresa, qualquer instituição, como saída de algum professor ou outro para fazer um curso de pós-graduação, ou por questões pessoais. É um processo contínuo e complexo.

DRD — Falando nessa questão de cursos, vocês visam implementar na Univale a Educação a Distância? Pretendem entrar nesse ramo?

MYLENE LUCCA — Já tivemos uma iniciativa com relação à educação a distância. Mas a instituição entendeu que era o momento, nós tivemos, construímos alguns polos de educação a distância, mas quando assumi a reitoria já era uma decisão institucional de que não entraríamos nesse processo agora. Nós trabalhamos com esse processo de educação a distância, mas com atividades dentro dos próprios cursos de graduação. Acho que é uma modalidade de oferta de cursos muito interessante, que dá oportunidade a vários alunos de cursarem a graduação e a pós-graduação. Mas acho que neste momento não vamos fazer investimento, pelo menos neste mandato. Trabalhamos disciplinas dos cursos de graduação que o MEC permite que sejam oferecidos 20% da carga horária total de cada curso, que seja oferecido em atividades virtuais, não a distância, mas em atividades virtuais postas no site, na nossa plataforma, para que os alunos da própria graduação possam responder e ter esse conhecimento.

DRD — É verdade que os cursos da área de saúde da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) serão disponibilizados na Univale?

MYLENE LUCCA — Sim. Assinamos um contrato com a Universidade Federal de Juiz de Fora, do câmpus de Governador Valadares, porque eles não tinham esses espaços. O câmpus está para ser construído por um período ainda previsto para o final de 2014 ou início de 2015. Então, iniciadas muitas atividades laboratoriais, principalmente as atividades práticas, eles precisavam oferecer ambientes adequados para a realização dessas atividades. Fomos procurados pelo pró-reitor de planejamento e desenvolvimento, que é quem tem feito esse trabalho da implantação desse câmpus aqui em Governador Valadares. Ele nos procurou e, desde o ano passado a gente vem pensando qual seria a melhor forma de fazermos essa parceria e contribuir. Fechamos esse contrato, essa parceria. Nós vamos alocar os nossos ambientes acadêmicos e essa locação pode ocorrer de várias formas, no próprio pagamento do aluguel, ou com contrapartida de equipamentos. Estamos negociando alguns equipamentos para o laboratório, até porque, com a vinda dos alunos para cá, são 600 alunos, traz também uma necessidade de ampliar até os nossos investimentos em termos de infraestrutura para os laboratórios. Então, eles estão fazendo investimento em infraestrutura nos ambientes acadêmicos. As aulas teóricas serão ofertadas aqui na universidade. E vamos oferecer um espaço da cantina, que já fizeram um processo licitatório para empresa e será oferecido um almoço para os alunos da UFJF também no espaço da instituição. A biblioteca será compartilhada também, eles trarão um acervo de 8 mil livros impressos e também ampliarão o portal de acesso dos nossos alunos ao bancos de dados da produção científica. Então, acho que será benéfico para todos, para as duas instituições, para os alunos, para os professores. A oportunidade de compartilhamento de conhecimento, de possibilidade maior de atuação nos projetos de ensino de extensão e pesquisa das duas instituições.

DRD — Com a chegada desse cursos da área de saúde. A Univale pretende também trazer o curso de medicinia, já existe alguma negociação?

MYLENE LUCCA — Já a alguns anos a universidade vem trabalhando na oferta do curso de medicina, na liberação dessa oferta. O projeto pedagógico, nossa infraestrutura toda já foi avaliada, nós temos avaliação do projeto pedagógico com nota 5, que é nota máxima, e com relação ao corpo docente e infraestrutura nós temos a nota 4. E na verdade nesse período nós já fizemos outros investimentos que com certeza numa nova avaliação talvez teríamos até nesses dois quesitos como atingir a nota máxima. Estamos oferecendo espaço entre os cursos que a federal de Juiz de Fora oferece na área da saúde. O único curso que não temos em oferta ainda é o curso de medicina. Então, nosso curso está aguardando só a liberação pelo MEC, pela Secretaria de Educação e Regulação, que libera a oferta desses cursos. Mas enquanto uma universidade privada temos a necessidade de termos essa autorização de oferta para o curso de medicina que não é o caso das universidades federais em todas as instituições. 

DRD — Como está a situação da dívida da Univale?

MYLENE LUCCA — Existe uma situação financeira bastante complexa. A gente percebe que temos evoluído muito no equilíbrio dessa questão dessa dívida da mantenedora, no sentido de que já conseguimos, a mantenedora tem tentado uma negociação com os professores, existe um processo antigo de 92, que é um valor significativo dessa dívida e que o Conselho Diretor, a mantenedora, tem buscado negociação junto com o corpo docente. A mantenedora tem se empenhado muito em normalizar a situação. Já a algum tempo também houve a normalização dos salários em dia de toda a academia. E vários processos a gente tem visto uma priorização e um atendimento constante às demandas acadêmicas para que a gente possa continuar oferecendo um ensino de qualidade. Temos grande esperança de que essa situação vai se resolver no menor tempo possível.









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