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sábado, 28 de março de 2015

Beba com moderação

Excesso de álcool é prejudicial à saúde. Médico recomenda beber moderadamente e maior controle das autoridades

Não é segredo para ninguém que o álcool é prejudicial à saúde e que seu consumo excessivo pode trazer efeitos colaterais. Mas beber com moderação é possível. No entanto, são raros os que reconhecem estar fazendo uso abusivo e nocivo do álcool. O problema é estabelecer fronteiras bem delimitadas entre o que é beber socialmente e o que é estar viciado na bebida. Mas será que é possível controlar os limites do álcool? Em entrevista ao DRD, especialistas apontam que sim, é possível ter o controle do que se está consumindo.

 

O happy hour com os amigos depois de um dia estressante, a balada de sábado à noite, o jogo do fim de semana não podem estar desacompanhados da cerveja. Para os mais íntimos, a “loira gelada”. Entretanto, é quase impossível ter um relacionamento saudável com o álcool. De acordo com o clínico geral e cardiologista, dr. Arnoldo de Souza, é possível beber com cuidado, mas sem passar dos limites do que seu organismo tolera em termos de intoxicação. “O álcool, em tese, é uma droga lícita, mas culturalmente o seu consumo está  ligado ao lazer e à sociabilidade. Em todos os eventos sociais formais e informais, a presença de bebidas alcoólicas é comum, mas todo mundo que bebe sabe que a bebida pode trazer problemas para a saúde. O problema é que o álcool pode gerar uma dependência. Não há como estabelecer uma regra de quantidade necessária para gerir com segurança, pois cada organismo vai reagir de forma diferente à mesma quantidade”, disse.

 

O médico afirma que o uso moderado de álcool pode trazer alguns benefícios, mas a quantidade de bebida varia de acordo com as  características genéticas de cada um. “Se por um lado ele é prejudicial ao organismo, principalmente para o fígado, por outro lado é aconselhável tomar em doses pequenas para melhorar a condição circulatória. O álcool diminui a evolução de placas nas artérias, porém, as pessoas interpretam esse benefício de maneira equivocada e acabam passando dos limites sem se sentirem culpadas pelo que estão consumindo”, explica.

 

Apesar de em alguns casos ser aconselhável ingerir bebidas alcoólicas, os limites, quando ultrapassados, se transformam em problemas. “O problema está em convencer essas pessoas que devem reduzir seu consumo [de álcool]. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, se uma pessoa tomar aproximadamente 50 ml de álcool todos os dias, ela já pode ser considerada alcoólatra. Não tem como admitir que qualquer um pode continuar ingerindo álcool em quantidades menores sem correr o risco de ter problemas de saúde. A medicina precisa, nas orientações preventivas, tentar restringir ao máximo a ingestão abusiva de álcool. Beber somente em ocasiões de festividades, dar preferência a bebidas de menor teor alcoólico e trocar as destiladas pelas bebidas fermentadas”, alertou o médico.

 

Independentemente dos fatores de vulnerabilidade biológica, o correto é não arriscar no consumo para não colocar a própria vida e a de outros em risco. Não se pode esquecer também de que a grande maioria dos acidentes de trânsito ocorre quando se está ao volante uma pessoa alcoolizada. “Não tem como admitir que qualquer um pode continuar ingerindo álcool em quantidades menores sem correr o risco de ter problemas de saúde. O primeiro passo é a pessoa se tornar consciente das noções de que o álcool pode trazer para o organismo. A partir disso, é possível orientar o paciente sobre a quantidade de álcool e os momentos em que ele deve beber”, salientou.

 

O médico afirma ainda que as autoridades deveriam tomar posicionamento para o controle do álcool. “A mídia também favorece o consumo, por sempre estimular as pessoas a beberem através das propagandas de cerveja. Infelizmente, nós temos uma série de questões sociais para que as pessoas continuem bebendo desnecessariamente. E isso não é avaliado pelas autoridades do ponto de vista do dano que pode trazer”, concluiu.









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