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sábado, 28 de maio de 2016

Na moda e com saúde

Uso do salto alto pode causar problemas nos pés, calcanhares, tornozelos, joelhos e coluna
FOTO: Divulgação
OS PROBLEMAS vão desde dores nos joelhos, tornozelos e calcanhar à coluna

Sapato de salto alto é sinônimo de elegância e beleza. Mas o uso excessivo desse tipo de calçado pode acarretar diversos problemas para a saúde da mulher. Contudo não é preciso abrir mão do salto: a opção na hora da compra do acessório ‘fashion’ é que deve ser revista. A escolha deve ser daqueles que variam entre 2 e 4 centímetros de altura. 

 

Com relação aos problemas causados pelo calçado, o ortopedista e traumatologista especialista em cirurgia de pé e tornozelo Altair de Paula Vargas Júnior explica que vão desde dores nos joelhos, tornozelos e calcanhar à coluna. “O uso de salto alto por tempo prolongado e rotineiramente pode causar vários problemas para as mulheres. Variam desde dores leves a deformidades e artroses nas articulações. Na coluna: lombalgia e até hérnia de disco; nos joelhos: dores e até artrose, dores nos tornozelos e pés, levando à retração do tendão de Aquiles, calosidades, metatarsalgias, hálux valgo (joanete), neuroma de morton, lesão da placa plantar e múltiplas deformidades em dedos (dedos em garra, martelo, etc.) e aumento de varizes em membros inferiores.” 

 

Além disso, o médico reforça que o salto altera a forma de andar. “Sempre que se calçam sapatos com salto alto, o centro de gravidade é desviado e o corpo é obrigado a ajustar-se de forma a compensar esse desequilíbrio, fazendo com que se jogue os ombros e os glúteos para trás, aumentando a lordose da coluna. Aumenta-se a pressão nos quadris, joelhos e tornozelos, e principalmente na parte da frente dos pés, podendo chegar até a 90% da carga concentrada no antepé. Com os tornozelos em flexão (ponta de pé), a marcha fisiológica é totalmente alterada.”  

O ortopedista sugere ainda a medida ideal para que o sapato de salto não afete a saúde. “Estudos mostram que o salto ideal seria de base larga, não de ponta fina, e variando entre 2 a 4 centímetros de altura.”  

 

A ausência de salto, de acordo com Vargas, também é prejudicial. “Os sapatos baixos, como as sandálias rasteirinhas, não conseguem absorver o impacto da caminhada, levando a uma sobrecarga na região dos calcâneos e também nos tornozelos e joelhos, sendo um sintoma muito comum as dores nos calcanhares, devido à fasceite plantar, conhecida popularmente como esporão”, comentou.

 

O médico aconselha ainda sobre os sapatos que devem ser utilizados tanto para ir ao trabalho quanto para festas. “Sempre que possível, procurar um calçado que seja confortável para cada tipo de pé. Para o dia a dia de trabalho, dê preferência a tênis com sistemas de amortecimentos”, afirmou, reconhecendo que esse tipo de calçado não agrada muito às mulheres. Além do tênis, o médico orientou ainda para o uso de sandálias com salto pequeno. “Existem sandálias macias, com saltos variando entre 2 e 4 cm, e evitar sapatos de bico fino, pois aumentam a frequência de deformidades nos dedos, como joanete. Existem várias opções no mercado de sapatos confortáveis e compatíveis com a beleza e a moda femininas. Já para as festas, uma vez ou outra, não tem problema aderir aos saltos altos, sem exageros e com muito cuidado com os de ponta fina, porque são mais fáceis de fazer perder o equilíbrio e causar entorses e até fraturas”, concluiu. 









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