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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Crianças consomem mais medicamento para transtorno de déficit de atenção

O consumo de medicamento para transtorno de déficit de atenção aumenta 75% entre crianças e adolescentes

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou esta semana estudo mostrando que o uso do metilfenidato, medicamento usado no tratamento do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), aumentou 75% entre crianças e adolescentes com idade de 6 e 16 anos de 2009 a 2011. Ampliando a faixa etária entre 6 e 59 anos, houve um aumento de 27,4% no mesmo período.

Apesar disso, de acordo com o psiquiatra da infância e adolescência Guilherme Polanczyk, membro da Associação Brasileira de Déficit de Atenção (Abda), mesmo com o aumento, o consumo do medicamento é insuficiente para suprir as necessidades das crianças que têm esse transtorno no país.

Segundo Polanczyk, que também é professor de psiquiatria da infância e adolescência da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, estima-se que no Brasil cerca de 5% das crianças e adolescentes sofrem de TDAH e o aumento do consumo do metilfenidato mostra um “maior reconhecimento e diagnóstico da doença”. Segundo informou a Anvisa, o TDAH afeta de 8% a 12% das crianças no mundo.

O metilfenidato é um medicamento de tarja preta, ou seja, só pode ser comprado com receita médica. A tarja traz o alerta de que o medicamento pode causar dependência física ou psíquica. Segundo o levantamento da Anvisa, entre os prescritores do medicamento, há um predomínio de médicos que se dedicam à assistência à criança e ao adolescente e dos que tratam de distúrbios estruturais do sistema nervoso.

De acordo com a Anvisa, o TDAH é um dos transtornos neurológicos do comportamento mais comuns da infância. Segundo Polanczyk, o TDAH é um transtorno com início na infância e que uma boa proporção das pessoas tem uma melhora dos sintomas quando entram na vida adulta, mas alguns permanecem com dificuldades. Entre os adultos cerca de 3% têm TDAH.









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