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sábado, 21 de dezembro de 2013

Membros decepados podem ser reimplantados

O procedimento ainda é pouco conhecido, mas já pode ser realizado no Hospital Municipal. Três reimplantações já foram realizadas este ano
FOTO: Antônio Cota
O AGRICULTOR José Pavona foi um dos beneficiados com a cirurgia na cidade

Reimplantar membros do corpo para alguns pode parecer algo impossível, mas isso já é uma realidade na cidade. Três procedimentos já foram realizados este ano — em dois casos a reimplantação de dois dedos da mão. De acordo com o ortopedista e especialista em cirurgias de mãos Walter Pettersen Júnior, o reimplante é um procedimento cirúrgico complexo de reconstrução e religamento das arterias, veias, tendões, nervos e osso de um segmento amputado, de forma completa.

 

“Em alguns casos a chance de um membro amputado ser reimplantado chega a 90%. Mas para isso é preciso agir rápido nos primeiros socorros. Sem circulação sanguínea, os tecidos podem sofrer necrose em até 6 horas em temperatura ambiente”, disse o ortopedista, destacando que o sucesso da operação depende do tipo de amputação que a vítima sofreu.

 

“Um corte é bem menos comprometedor do que um arrancamento, porque não danifica tanto os tecidos. Os casos de esmagamento ou amputações múltiplas são bastante complexos, mas as chances de sucesso dependem sempre do bom estado de veias, artérias, nervos e tendões”, explica Pettersen.

 

O ortopedista destaca que a desinformação faz com que o procedimento não seja conhecido por todos. “Muitas pessoas não sabem que um membro amputado pode ser reimplantado e jogam a parte amputada fora. Mas o número cada vez maior de procedimentos [de reimplantação] fará com que essa desinformação caia”, afirma.

 

Este é o caso do agricultor José Pavona, de 49 anos, que mora em Tumiritinga. Após uma discussão, ele foi agredido com uma espada e teve parte da mão decepada. “Após a discussão, o homem pegou uma espada para cortar meu pescoço. Na hora do ataque eu coloquei a mão na frente e com isso perdi o dedo mindinho e o dedo anelar; meu dedo médio ainda dói. Não tinha conhecimento sobre essa reimplantação. Vim para a cidade rapidamente, ainda com os dedos, fui atendido e o médico me explicou o procedimento. Ainda estou me recuperando, mas pelo visto vou voltar a sentir meus dedos”, concluiu o agricultor.









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