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quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Advogados valadarenses criam entidade para apoiar profissionais

A Advog foi formada por um grupo de 50 advogados com a finalidade de melhorar e agilizar o exercício da profissão
FOTO: Raimundo Santana
Aluizio Padilha e Sérgio Rosa Machado acreditam que a Advog vai somar para a solução dos problemas enfrentados no exercício da profissão

A “necessidade de lutar por melhorias para o exercício da profissão de forma independente” foi um dos principais motivos que levaram um grupo de advogados a se unir e criar a Associação dos Advogados de Governador Valadares (Advog).  A entidade foi criada no dia 5 de dezembro, com a presença de cerca de 50 advogados. Na oportunidade foi constituída a diretoria, sendo eleito presidente Aluizio Gusmão Padilha e Sérgio Rosa Machado Neto, vice-presidente. Padilha disse que constitucionalmente os advogados devem estar inscritos na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), mas que a associação será uma entidade de apoio ao profissional e não regulamentador da profissão.

 

Em entrevista ao DIÁRIO DO RIO DOCE, o presidente da Advog disse que há muito tempo os advogados enfrentam uma série de dificuldades para exercer a profissão e que as constantes reivindicações da categoria junto à 43ª Subseção da OAB não surtiram efeito. A dificuldade de resolver questões locais da classe, segundo Padilha, é porque a subseção é subordinada à de Belo Horizonte e necessariamente tem que seguir as orientações que vêm de lá, mas a realidade dos advogados que atuam em Valadares não é a mesma dos da Capital. 

 

Uma das propostas da Advog é padronizar o atendimento em todas as secretarias do Fórum, porque é onde os advogados enfrentam mais problemas. “Hoje você vai a uma secretaria e eles exigem uma coisa, e você vai a outra é não é a mesma coisa, e aí a gente fica sem saber o que fazer para agilizar nosso trabalho. Eu já conversei com o presidente do Fórum e ele ficou de tomar providências nesse sentido a partir de fevereiro.”

Centralização

< div>De acordo com Padilha, a associação não foi criada para disputar espaços com a 43ª Subseção e que seu interesse é apenas agir para o funcionamento da Justiça e defender os interesses dos profissionais. Outra questão que está na pauta da Advog é brigar para que haja uma centralização da Justiça. Ele lembra que havia um projeto para construir um centro judicial onde funcionaria toda a estrutura da Justiça valadarense, mas o projeto não vingou, mesmo tendo sido disponibilizada uma área e iniciada a elaboração do projeto arquitetônico.

 

“Hoje nós temos que ficar rodando pela cidade para poder agilizar os processos. É preciso gastar muita sola de sapato durante o dia e enfrentar um sol escaldante para frequentar todos os locais onde estão localizados os setores do Poder Judiciário local. Temos, por exemplo, que sair dos nossos escritórios e ir à rua Marechal Floriano para uma audiência na Justiça de Pequenas Causas. Depois temos que nos deslocar até a rua Bárbara Heliodora para ir à Justiça Federal e de lá seguir até o campus da Univale, onde funciona a Central de Conciliação. É muito vai e vem que toma todo o tempo da gente, e por isso seria muito mais fácil se tudo funcionasse num local único”, exemplificou o presidente da Advog.

 

A criação da associação, segundo Padilha, foi pensada para buscar alternativas para agilizar e qualificar o serviço que os advogados prestam a seus clientes e à Justiça. “Não surgimos como movimento de oposição e nem vamos trilhar esse caminho. Temos propostas focadas naqueles desejos da categoria os quais estão longe de serem realizados. Temos um grupo coeso, organizado e qualificado para buscar as soluções de que precisamos, e é por aí que vamos desenvolver nossas ações”, concluiu o presidente da Advog.









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