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sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Rio sobe e leva ao alerta amarelo

Defesa Civil diz que não há previsão de inundação, mas que pode ocorrer refluxo de água pelos bueiros
FOTO: Arquivo/DRD
O rio Doce sofreu uma elevação do seu nível, mas o monitoramento, que é feito de forma constante, não prevê inundação iminente

Os moradores das áreas ribeirinhas em Valadares já estão assustados com a elevação do nível do rio Doce nos últimos dias. A preocupação aumenta devido aos boatos que surgem sobre uma possível enchente na cidade, quando na verdade o monitoramento que é feito sistematicamente mostra o contrário no momento.

 

De acordo com o boletim divulgado às 16h pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), até as 4h da madrugada de hoje o nível do rio poderia chegar aos 2,40m na régua do Saae. Este seria o nível máximo até amanhã e significa que não há inundação, e sim a possibilidade de refluxo de água em alguns bueiros em bairros ribeirinhos, principalmente em três pontos: no bairro São Paulo, próximo ao antigo posto de saúde; no bairro São Tarcísio, a rua Cláudio Manoel; ou no bairro São Pedro, entre as ruas Ibituruna e Raul Soares. No bairro Santa Rita pode ocorrer refluxo em duas áreas: na região conhecida como Baixa do Quiabo e também na Nova Santa Rita, em função do represamento do córrego do Onça.

 

Ontem a Defesa Civil, através da Secretaria de Comunicação da prefeitura, informou que o nível do rio Doce estava em 1,85m na régua do Saae e que decretou alerta amarelo (quando o nível do rio atingiu 1,75m). A média do nível do rio Doce durante a maior parte do ano, pela régua do Saae, gira em torno de 80cm.

 

Segundo a prefeitura, a Defesa Civil trabalha com as informações da CPRM – Serviço Geológico do Brasil, que é o órgão federal que monitora a bacia do rio Doce e considera três tipos de alerta: Amarelo, a partir de 1,75m; Laranja, a partir de 2,20m; e Vermelho, a partir de 2,70m.

 

Informou também que a medição da CPRM é diferente da feita pela régua do Saae, com a qual a população de Valadares está acostumada. Um exemplo: quando a CPRM aponta o nível de 3,90m, significa que pela régua do Saae está em 2,40 m.

 

Para calcular a quantidade de água que chegará a Valadares, e quando, a Defesa Civil trabalha com a CPRM e com as telemétricas que existem ao longo do rio; as mais próximas estão localizadas na Cenibra e em Naque Velho. As previsões são feitas pela vazão da água e pelo tempo que ela leva para passar na cidade.

 

Quando o rio enche, os primeiros bairros a serem atingidos são os ribeirinhos: o início e o final do Santa Rita, o São Paulo, o Santa Teresinha, o São Tarcísio e o São Pedro. A Ilha dos Araújos, a princípio, é atingida pela água que volta pelos bueiros; só quando o rio passa dos 3,30m é que a água do leito do rio atinge o restante do bairro.

 

Além das réguas de monitoramento, a população pode acompanhar o nível do rio Doce por meio dos sites do Saae (www.saaegoval.com.br) e da CPRM (www.cprm.gov.br) e pelo painel afixado no prédio da Prefeitura, ao lado da escadaria da Câmara.









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