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sábado, 14 de novembro de 2015

Valadares voltará a ter captação de água

A Copasa, depois de análise, emitiu um laudo informando que a água do rio Doce pode ser captada novamente com um elemento coagulante chamado polímero de acácia-negra
FOTO: Antônio Cota
O GOVERNADOR Fernando Pimentel esteve em Valadares e informou que a água poderá ser tratada
GOVERNADOR VALADARES -

Depois de nove longos dias sem água, os valadarenses poderão vê-la jorrando novamente de suas torneiras a partir da próxima semana. Um laudo emitido pela Copasa garante que a água tem condições de portabilidade para ser submetida ao tratamento normal das estações que atendem a cidade. A informação foi repassada pelo governador do Estado, Fernando Pimentel, durante coletiva de imprensa na tarde de sábado (14), e reafirmada pela prefeita Elisa Costa e pelo diretor do Saae, Omir Quintino. A retomada da captação incluirá vários tratamentos para fazer uma espécie de retrolavagem das ETAs, as quais ainda estão com muitos resíduos. Antes de chegar ao tratamento, a água será submetida a uma reação com um elemento coagulante chamado polímero de acácia-negra. É um produto retirado de uma planta 100% orgânica e produzido no Sul do País. Ele acelera o processo de decantação e em cerca de 30 a 40 segundos já consegue separar os resíduos.

 

Segundo a prefeita Elisa Costa, na sexta-feira foi captada uma água já tratada de amostra e encaminhada à Copasa. “Buscamos experiências, especialistas de outros lugares e até de outros países. Os técnicos da Copasa, juntamente com os do Saae, da Agência Nacional das Águas e da Samarco analisaram todos os dados e, neste sábado, veio a confirmação”, disse. Somente depois da análise e da retrolavagem a água poderá ser distribuída. “A água chegará a todas as casas num prazo de aproximadamente quatro dias”, afirmou. 

NÃO HÁ METAIS PESADOS 

Segundo o diretor do Saae, Omir Quintino, o laudo constatou metais na água, mas todos se encontravam dentro dos padrões estabelecidos pela portaria do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) para fins de tratamento. “O manganês teve pequena alteração, a qual pode provocar uma coloração na água. Por isso vamos fazer quantas retrolavagens forem necessárias, porque agora o laboratório do Saae tem condições de analisar o ferro, manganês, alumínio, porque quanto aos metais pesados já estamos tranquilos, porque não existem”, disse, acrescentando que será feita análise de cada água tratada para ser solta na hora que tiverem certeza de que não terá problema. “A turbidez neste momento está em 2.500 uT, muito próximo daquilo que tratamos independentemente de qualquer produto. Portanto, estamos utilizando um coagulante mais eficaz para um tratamento rápido. Em torno de 30 a 40 segundos ele está processando os metais existentes e permitindo fazer o tratamento. A lama fica retida no reservatório, onde é preciso fazer a limpeza com maior velocidade”, explicou. (P.M.)

LAUDO DIFERENTE DO DE BAIXO GUANDU

O laudo da Copasa rebate outro apresentado pela Prefeitura de Baixo Guandu, que indicava a presença de metais pesados. Questionado sobre a divergência, Omir explicou que pode ser devido à coleta de água bruta do rio. Nesse momento, porém, foi cortado pela secretária de Comunicação, Nagel Medeiros, que disse não responder por Baixo Guandu. (P.M.)

MEDIDAS EMERGENCIAIS CONTINUAM

Segundo o governador do Estado, Fernando Pimentel, as medidas emergenciais já foram tomadas e vão continuar. “As medidas já estão surtindo efeitos e estamos com a empresa Samarco providenciando o início de uma obra de emergência de captação alternativa no rio Suaçuí. Não vamos abrir mão de nenhuma medida emergencial, para não corrermos o risco de acontecer algo e a cidade voltar a ficar desabrigada de uma solução deste porte”, garantiu, informando que os caminhões-pipa, a distribuição de água, dentre outras alternativas irão continuar. (P.M.)

ETA MÓVEL 

A Samarco está encaminhando para Valadares uma ETA móvel, a qual se junta a outra estação que está sendo reativada. Essa ETA é para o abastecimento dos caminhões-pipa que estão em Valadares. (P.M.)

   

CAPTAÇÃO ALTERNATIVA 

A captação de uma adutora que já estava sendo prevista está mantida e, futuramente, Valadares terá uma captação alternativa. “Fizemos um acerto, um compromisso, e vamos ter uma nova captação definitiva de um novo manancial para o futuro, para dar segurança à cidade. Então, independentemente do rio Doce, vamos ter uma nova captação para o futuro da cidade”, garantiu Elisa Costa. (P.M.)

 

TURBIDEZ DA ÁGUA CAI 

Ainda existem rejeitos ao longo do rio Doce, o que poderá afetar futuramente o tratamento da água. “A lama ainda está presente nas hidrelétricas ao longo do rio. Não temos segurança quanto ao que vai acontecer ao longo do rio Doce”, explicou a prefeita Elisa Costa.

 

Porém, segundo boletim do Saae divulgado na noite de sexta-feira, o nível de turbidez da água tem caído desde quarta-feira, quando atingiu o ápice de 131 mil uT. 

 

Na última sexta-feira, por exemplo, o nível já havia caído para 11 mil uT, e ontem, durante a coletiva, Omir Quintino afirmou que já estava em 2.500 uT, o que possibilitará que o tratamento seja retomado brevemente. (P.M.)









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