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segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Comércio está pessimista com as vendas do Natal

39,4% dos 167 empresários ouvidos em pesquisa do Sindicomércio preveem diminuição de vendas este ano
FOTO: Antônio Cota
APESAR DE a maioria prever vendas piores este ano, 31,3% acreditam que elas serão iguais e 29,4%, acima das do ano passado
GOVERNADOR VALADARES -

Para praticamente todos os lojistas, o Natal é a melhor data para o aumento das vendas, nos mais diferentes segmentos do comércio. Porém, com a crise econômica que dominou o mercado este ano, a população está cada vez mais precavida a realizar gastos, e isso tem gerado na classe empresarial uma expectativa mais realista em relação à data.

 

Em Valadares, foi feita uma sondagem pelo Sindicato do Comércio (Sindicomércio-GV), em parceria com a área de Estudos Econômicos da Federação do Comércio de Minas Gerais (Fecomércio-GV), que ouviu 167 empresários da área central da cidade, entre os dias 28 de outubro e 12 de novembro. O resultado foi que 39,4% dos comerciantes preveem vendas piores este ano, em relação a 2014; 31,3% acreditam que as vendas sejam iguais; e 29,4% preveem vendas maiores que as do ano passado.

 

Para as empresas que destacaram que as vendas para o Natal em 2015 serão melhores que no ano anterior, o aumento será, em média, de 28%. Para os comerciantes que acreditam que as vendas serão piores que em 2014, a redução será, em média, de 30%.

 

Apesar do cenário desfavorável, a pesquisa analisou as ações estratégicas que os empresários pretendem adotar para alavancar as vendas. Os descontos em compras em dinheiro (15,4%) aparecem na primeira colocação, seguidos da visibilidade da loja/vitrine (14,5%) e diversificação do mix de produtos (12,9%). Em contrapartida, o estudo apurou alguns fatores que podem inibir as vendas: instabilidade econômica do País, com 37,8%; endividamento do consumidor, com 28,3%; e despesas do início de 2016, para 16% dos empresários. Para 62,6% deles, a maioria dos consumidores pretende gastar em média de R$ 50 a R$ 100 nos presentes em 2015.

 

O presidente do Sindicomércio-GV, Hercílio Araújo Diniz Filho, disse que, como a pesquisa foi realizada no período em que a crise hídrica na cidade não estava tão acentuada, hoje os empresários se deparam com mais esse fator inibidor de vendas. “O problema vivenciado com a água tem atingido consideravelmente o comércio. Muitas empresas já estavam caminhando com dificuldade, então, a crise hídrica só maximizou o problema. É necessário, mais do que nunca, focar em estratégias que deem resultados imediatos, de modo a reduzir os impactos e aquecer as vendas neste Natal.”

 

De acordo com uma estimativa do Departamento de Estudos Econômicos da Fecomércio-MG, até o final do ano devem ser injetados na economia de Valadares cerca de R$ 204 milhões, em consequência do pagamento do 13° salário. O montante previsto é 16,2% superior ao observado na estimativa de 2014, quando o esperado para o 13º eram R$ 175,6 milhões.

 

Em todo o Estado de Minas, o 13° salário deve injetar cerca de R$ 16,2 bilhões na economia, sendo beneficiados aproximadamente 9,3 milhões de trabalhadores mineiros do mercado formal e beneficiários da Previdência Social, o que representa aproximadamente 2,7% do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado.

 

Segundo a sondagem encomendada pelo Sindicomércio, a injeção do 13° salário na economia da cidade se reflete positivamente nas empresas do comércio. Para 81% dos empresários entrevistados, o 13º afeta e impulsiona as vendas. Porém, segundo eles, as principais pretensões de gastos deste ano são: pagamentos de dívidas (71,3%); consumo (24,6%); e poupança/aplicações (4,2%).









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