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terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Assunção é o único vereador afastado que continua preso

Juíza manda soltar Ananias Camelô e Zangado; ex-vereador Levi Vieira também foi beneficiado no final da fase de interrogatório dos réus da Operação Mar de Lama
FOTO: Antônio Cota
Ricardo Assunção não foi beneficiado com a liberdade concedida aos outros réus da Mar de Lama e continua preso na Penitenciária da Paca
O advogado Antônio João de Carvalho está preparando um pedido de habeas corpus em favor do vereador afastado e apresentador de TV Ricardo Assunção (PTB), que se encontra preso em cela separada na Penitenciária da Paca. Segundo o advogado, era para Assunção ter sido solto com os outros quatro envolvidos na Operação Mar de Lama no final da audiência de segunda-feira, 19, pela juíza Carla de Fátima Barreto de Souza, e ele não entende por que seu cliente não foi beneficiado.
 
“São critérios que eu não entendo. Para uns a Justiça concede a liberdade e para outros, não, quando todos os réus da Mar de Lama respondem pelos mesmos crimes. Ficou uma coisa meio no ar. Estamos tomando as providências para que o Superior Tribunal de Justiça possa conceder o habeas corpus, mas essa decisão só poderá sair depois do fim do recesso do Judiciário, no dia 20 de janeiro”, afirmou o advogado.
 
A expectativa de Carvalho era que no final dos interrogatórios dos réus todos eles fossem liberados, mas os beneficiados foram apenas o ex-diretor do departamento funerário da prefeitura Marcos Vória, os vereadores afastados Ananias Camelô (PSB) e Zangado (PROS) e o ex-vereador Levi Vieira (PMN), que receberam o alvará de soltura e vão passar o Natal em suas casas com seus familiares. Eles estavam presos desde o dia 19 de maio, quando a Polícia Federal e o Ministério Público deflagraram a 3ª fase da Operação Mar de Lama.

Apenas três réus são mantidos no regime fechado

A maioria dos réus na Operação Mar de Lama estão em liberdade ou cumprem prisão no regime domiciliar. Continuam presos em regime fechado apenas o ex-diretor do Saae Omir Quintino, considerado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público como o chefe da organização criminosa montada na autarquia que dirigia, o ex-secretário municipal de Obras e Serviços Urbanos Marcos Rios e o vereador Ricardo Assunção (PTB).
 
Segundo comentários entre os advogados que atuam na defesa dos réus da Mar de Lama, o Ministério Público está tentando fazer o proprietário da empresa Valadarense, Roberto de Carvalho, retornar ao regime fechado. Um advogado confidenciou ao DIÁRIO DO RIO DOCE que, segundo o MP, o tratamento que o empresário está fazendo em uma clínica especializada pode ser feito no hospital de uma penitenciária, dispensando a prisão em regime domiciliar na qual ele se encontra.
 
Com relação à fase federal da Operação Mar de Lama, esse mesmo advogado disse que os processos estão praticamente concluídos e as sentenças devem sair logo depois do recesso do Judiciário, em janeiro. A investigação em curso envolve várias empresas e agentes públicos, inclusive ex-secretários do governo Elisa Costa (PT), servidores públicos municipais, ex-diretores de departamento da prefeitura e ex-diretores do Saae. O nome do ex-diretor do Saae Omir Quintino aparece como o líder da organização acusada de, entre outros crimes, fazer superfaturamento dos alimentos para a merenda escolar e cometer fraude em licitações. 








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