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quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Uma pessoa comete suicídio a cada 40 segundos

Quarta-feira, 10, é o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, causa da morte de mais de um brasileiro por hora. No mundo todo, as taxas de suicídio subiram 60% nos últimos 50 anos
FOTO: Jack Zalcman
A PSICÓLOGA Adelice Jaqueline Bichalho explica que o suicídio acontece em decorrência de conduta depressiva e em um momento de grande desespero
GOVERNADOR VALADARES -

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou uma pesquisa na última quinta-feira, 4, a qual aponta que uma pessoa comete suicídio a cada 40 segundos no mundo. O dado faz com que esse problema seja considerado uma epidemia de proporções globais, provocando a morte de mais de 800 mil pessoas por ano. No Brasil, 25 pessoas morrem vítimas de suicídio por dia. A realidade não está muito distante de Valadares. Na última semana, por exemplo, a polícia registrou o caso de uma pessoa que tentou se matar.

O tema suicídio está ausente nas conversas entre amigos, entre pais e filhos, nas aulas escolares, nos consultórios médicos e nas páginas dos jornais. O assunto só aparece quando uma celebridade comete suicídio e a polêmica se restringe ao fato em si, sem o devido aprofundamento do que isso pode representar. Somos nós ou as pessoas que nos cercam potenciais suicidas? Como saber identificar, como prevenir e como pedir ajuda?

De acordo com a psicóloga clínica e professora da Universidade Vale do Rio Doce (Univale) Adelice Jaqueline Bichalho, o suicídio é uma resposta que o sujeito dá a uma dor assistencial, em decorrência da insatisfação perante a vida. Ela afirma que Valadares possui um grande índice de suicídio e ele acontece por duas grandes razões.

“Uma delas é a conduta depressiva. Se ela não for tratada, traz o desespero. É uma dor que dói tudo e que precisa de tratamento para que a pessoa possa elaborar essa dor existencial. O suicídio também pode acontecer em um momento de grande desespero. Geralmente pessoas que são muito corretas, que têm uma conduta respeitável e por alguma situação comete um deslize e por não dar conta de uma possível rejeição, comete o suicídio. Nesse caso não é uma depressão, é um grande desespero”, disse.

A psicóloga frisa que há um mito quando as pessoas falam que quem quer se matar não fala. “Na verdade, as pessoas que falam que querem morrer, que vão se matar, podem estar perto de uma pessoa e acaba recebendo um alento, como: ‘Fala isso não, você tem uma família bacana’. Ela escuta um socorro e na hora que a pessoa mostra que ela tem algumas coisas boas na vida é como se ela confortasse e mudasse o foco. Passam alguns meses, ela fala de novo, alguém fala outra coisa e ela muda o foco. Passa um ano e ela não morreu; as pessoas acham que ela não tem coragem de se matar. Mas ela só não se mata porque a pessoa deu o socorro. Temos que dar importância quando a pessoa fala que vai se matar, porque ela está pedindo socorro”, informou.

Confira o texto na íntegra na edição impressa do DRD de quarta-feira, 10.









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