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terça-feira, 23 de agosto de 2016

Seleção mineira de vôlei de surdos dá show no Brasileiro

FOTO: Divulgação
EQUIPE MASCULINA foi vice-campeã, enquanto a feminina terminou na terceira colocação do Brasileiro
GOVERNADOR VALADARES -

A seleção mineira de vôlei de surdos conquistou um resultado surpreendente na final do Campeonato Brasileiro de Vôlei, no último fim de semana, em Brasília. A equipe masculina ficou com o vice-campeonato, enquanto a feminina, com a terceira posição. Essa foi a primeira participação do Estado na competição. A equipe é composta por atletas de Valadares, Belo Horizonte, Contagem e Betim. A competição foi organizada pela Federação Brasiliense Desportiva de Surdos (FBDS) e pela Confederação Brasileira de Desportos de Surdos (CBDS).

 

O Campeonato Brasileiro é disputado em melhor de cinco sets, todos de 25 pontos. Uma diferença em relação ao vôlei tradicional fica por conta da arbitragem que, além do apito, usa bandeiras quadriculadas ou de duas cores para sinalizações. Ao todo, 8 atletas de Valadares foram convocados para as duas equipes. A equipe masculina chegou à final e enfrentou São Paulo, mas perdeu por 3 sets a 0. Apesar da derrota, a treinadora da equipe masculina, Laudiceia Oliveira, diz que o resultado foi mais do que esperado. “Estou orgulhosa da participação da nossa equipe. Como é a primeira vez que disputamos o Brasileiro, chegar ao vice e terceiro lugares é motivo para todos comemorarem, pois as melhores equipes do País estavam em Brasília. Graças a Deus todos deram o máximo dentro de quadra. Vamos treinar para ano que vem voltarmos com o ouro”, comemora.

 

Laudiceia conta que assim como diversos outros esportes, a falta de estrutura e de investimentos também são os principais obstáculos enfrentados pela equipe mineira. “Tivemos poucos treinos juntos. Os treinos eram revezados em Belo Horizonte e Valadares, e isso era muito cansativo para todos. Se tivéssemos treinado em um lugar próprio teríamos sido campeões.” 

 

Para o treinador da equipe feminina, Rafael Rodrigues, faltou apoio ao time. “Não é possível o esporte depender da espera do governo. Ano passado não deu para ir por falta de verba. Este ano, quase aconteceu o mesmo. É complicado, porque ninguém quer investir em esportes. Quando ganhamos algum campeonato todo mundo aparece. Continuamos lutando e esperando que, talvez, depois de resultados como esses esse cenário mude, haja mais interesse dos patrocinadores para investir no vôlei de surdos”, disse o treinador.









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