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sexta-feira, 13 de março de 2015

“Moka”: 20 anos de voo livre

FOTO: Divulgação
MOISÉS SODRÉ comentou como surgiu o desejo de praticar o voo livre
GOVERNADOR VALADARES -

O valadarense Moisés Sodré, mais conhecido como “Moka”, 46 anos, é 1º sargento reformado da Polícia Militar. Com 20 anos de voo livre, tem alguns títulos no currículo, como o campeonato valadarense, mineiro e o brasileiro. Moka compete na categoria Open.

Ele comenta como surgiu o desejo de praticar o esporte. “Eu tenho curso de salvamento e resgate e fui convocado pra trabalhar na equipe de salvamento no campeonato mundial em 1993, aqui em Valadares. Cheguei lá, vi o povo voando e resolvi entrar nesse meio. Venci o medo da altura depois de perceber que o esporte é seguro. Quando você começa a dominar o equipamento, o medo vai embora”.

Ele ainda conta como foi o aprendizado. “Quando comecei só tinha quatro pilotos de parapente em Valadares e não existia professor. Meu amigo deu umas dicas de como voar, eu comprei uma apostila e fui praticar. Acredito que o dom também ajudou muito. Eu vejo que tem gente que tem dom pra certo tipo de coisa e eu creio que tenho esse dom para o voo livre. Consegui me adaptar aos equipamentos e às dinâmicas e até hoje não tive nenhum acidente”.

Como é comum para muitos atletas, o patrocínio sempre foi a maior dificuldade para Moka.

“Sem patrocínio é muito difícil, pois o equipamento é muito caro. Pra você poder ter condição de competir, o equipamento total gira em torno de 20 a 25 mil reais, sendo que o parapente (a linha e a parte superior/asa) tem que ser trocado no mínimo a cada um ano e meio, e o custo disso é no mínimo 13 mil. Não adianta, se tiver com equipamento defasado você fica pra trás”, disse.

Moka fala sobre a importância desse esporte na vida dele. “Na verdade, o voo livre existe para mim antes de conhecê-lo. Desde criança sempre sonhei em voar. Eu sonhava que voava e quando tive a oportunidade, isso se tornou realidade. Eu me divirto muito. Mesmo nas horas que eu não consigo boas colocações, eu sempre vou pra competir e dou o meu melhor. O voo livre pra mim é um prazer indescritível e só quem voa sabe. É uma das coisas que faço na vida que mais me deixa feliz e só vou parar quando Deus quiser. Enquanto eu tiver força vou continuar”.









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