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terça-feira, 23 de outubro de 2007

Renan Calheiros se afasta do Senado

O presidente do Senado já estava licenciado da Casa desde o dia 11; agora, uma licença médica o afasta do mandato
BRASÍLIA (AE) -

O senador Renan Calheiros (PMDB-AL), que está licenciado do cargo de presidente do Senado, entrou ontem com nova licença. Desta vez o afastamento por 10 dias será do mandato, por recomendação médica. A assessoria do senador confirmou a licença.

Na prática, a licença do mandato não interfere na interinidade do senado Tião Viana (PT-AC) e tampouco impõe a necessidade de posse de seu suplente. A licença do cargo de presidente é de 45 dias. Durante o período de licença médica, Renan se submeterá a exames e, assim, justifica sua ausência nas atividades do Senado.

Renan é alvo de cinco representações no Conselho. De uma delas foi absolvido no dia 12 de setembro. Renan era acusado de ter despesas pessoais pagas por um lobista ligado à construtora Mendes Júnior.

Hoje a Mesa Diretora do Senado decide se envia ao Conselho de Ética a sexta representação contra Renan, que teve origem em reportagem do Estado. De acordo com a reportagem, Renan teria feito uma emenda orçamentária, em 2004, no valor de R$ 280 mil para a execução de obras feitas por uma empresa fantasma.

A sexta denúncia

Terra natal dos Calheiros, Murici, a 42 quilômetros de Maceió, foi uma das mais beneficiadas, no Estado, por convênios com a União. Com 22 mil habitantes e ocupando 1,53% da área total do Estado, ela foi a sexta mais bem tratada, com um total de 76 convênios com o governo federal desde 1996.

Um desses convênios é o 1.197/04, assinado com a Fundação Nacional de Saúde (Funasa). Os recursos saíram de uma das emendas de Renan, e beneficiaram uma empresa fantasma de seu ex-assessor José Albino Gonçalves de Freitas.

Conforme revelou o Estado, com exclusividade, a KSI Consultoria e Construções Ltda. recebeu R$ 280 mil para construir 28 casas na cidade. O contrato foi assinado pelo filho do senador, o prefeito de Murici, Renan Calheiros Filho (PMDB), em 2005.

Apesar de não haver ilegalidade no envio de recursos por meio de emendas para as bases políticas dos parlamentares, as emendas dos irmãos Calheiros estão concentradas no município em que sua família detém o poder há mais de uma década. Antes de o filho do senador assumir o governo, o prefeito, por dois mandatos, foi seu irmão Remi Calheiros.









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