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domingo, 2 de setembro de 2007

PC investiga falsificação de carteiras

Polícia Civil faz um alerta à população sobre uma quadrilha que vem agindo em Valadares, vendendo falsas habilitações

Preocupados com a grande incidência de carteiras de habilitação (CNHs) falsificadas que vêm sendo apreendidas em Valadares, policiais civis da 5ª Circunscrição Regional de Trânsito (5ª Ciretran) fazem um alerta à população sobre golpistas que estão agindo na cidade. De acordo com o delegado Rômulo Quintino da Silva, na última semana duas carteiras de habilitação com suspeita de inautenticidade foram apreendidas. "Toda semana temos pelo menos um flagrante de CNH falsa", comentou o delegado.

Na última quarta-feira, a agente municipal de saúde L.E.A.M., de 24 anos, prestou depoimento na delegacia, depois que foi apreendida com ela uma habilitação supostamente falsa. Uma denúncia anônima referente a crime de tráfico de drogas foi feita a uma equipe de policiais civis da Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes que, no local indicado, no centro da cidade, abordaram um veículo. No porta-luvas eles encontraram uma CNH em nome da agente. O documento foi encaminhado para a perícia, que atestou a falsidade.

A suspeita foi intimada a prestar depoimento e afirmou ter esquecido o documento no carro da pessoa que foi parada pelos detetives. Ela disse ter comprado a habilitação de um homem em Belo Horizonte, pagando R$ 300. Para conseguir a carteira, a agente teria pago, inicialmente, R$ 150. Ela passou ao golpista os documentos necessários e assinou uma folha de papel em branco. Na semana seguinte, encontrou-se novamente com a pessoa e, depois de pagar mais R$ 150, recebeu a habilitação.

Homônimo

A suposta vítima disse em seu depoimento que, ao consultar na internet o prontuário da habilitação através do número do Registro Nacional de Carteira de Habilitação (Renach), verificou que o titular da carteira era outra pessoa, e por isso pretendia queimar o documento. "Foi usado um homônimo para montar o documento. Essa é uma das táticas dos falsários. Eles pegam uma pessoa com o mesmo nome e que tenha prontuário legítimo, montam o documento e o passam para o interessado", explicou Silva, alegando que o golpe dificilmente é descoberto por um leigo.

"Quem não tem conhecimento de como funciona o esquema cai no golpe facilmente, pois ao verificar o prontuário na intranet, usando o número do Renach, constata que aparece apenas o nome do titular da carteira, que é um homônimo do condutor, mas os demais dados não conferem", completou. Para o delegado, existem quadrilhas agindo na cidade, aplicando esse tipo de golpe.

"Valadares é conhecida como a cidade da falsificação, e alguns falsários se passam por funcionários do Detran [Departamento de Trânsito] e oferecem as carteiras. É preciso que as pessoas fiquem alertas para esse tipo de crime", disse Silva, afirmando que os últimos casos registrados estão sendo investigados e que alguns nomes de possíveis golpistas já foram identificados.

21 itens

De acordo com o perito da Polícia Civil Vicente Braga, o documento de habilitação possui 21 itens de segurança e alguns deles são praticamente impossíveis de serem falsificados, pois são códigos numéricos de propriedade exclusiva do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Segundo ele, existem itens no documento que os falsários desconhecem e acabam passando despercebidos durante a montagem.

"Nessa situação não é preciso avaliar a fundo o documento, basta analisar alguns dados para perceber que a CNH é falsa", comentou Braga. Com relação à carteira apreendida com a agente de saúde, a Polícia Civil instaurou inquérito que será encaminhado para a Justiça. A pena para o crime de uso de documento falso é de 2 a 6 anos de reclusão.









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