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terça-feira, 4 de novembro de 2008

Federais prendem agente da PC por falsificação de documentos

A Polícia Federal deve concluir nos próximos 15 dias o inquérito sobre o envolvimento de um policial civil nos crimes de uso e falsificação de documentos. Ele permanece detido em Belo Horizonte após ter sido preso pela Polícia Federal (PF) na última sexta-feira (31) em Valadares. Com o agente, cujo nome não foi revelado pela PF, foram encontradas carteiras de identidade e habilitação — supostamente falsificadas — em nome de terceiros, além de uma declaração cujo selo de autenticação do cartório de notas teria sido adulterado.

De acordo com o delegado da PF Benício Cabral, a prisão do policial civil aconteceu quando uma mulher, cujo nome também não foi informado, esteve na sede da Delegacia da Polícia Federal para retirar o passaporte dela e do filho menor de idade. A mulher apresentou uma declaração por meio da qual o pai do adolescente supostamente a autorizava a conseguir o documento do filho.

Indícios

Os agentes da PF que trabalham no setor de emissão de passaportes desconfiaram dos selos de autenticação da assinatura do pai do adolescente, porque havia indícios de terem sido retirados de outro documento e colocados nessa declaração. Os policiais foram ao cartório que supostamente reconheceu a firma do pai do garoto e tiveram a informação de que a assinatura não havia sido validada naquele cartório e era falsificada.

Além dessa declaração falsificada, informou o delegado, um outro comprovante também havia sido fraudado. Logo após a confirmação dessas fraudes, os policiais conversaram com essa mulher, que confirmou a falsificação. Segundo Cabral, ela disse que um homem lhe teria lhe cobrado R$ 500 para fazer a declaração para que ela conseguisse tirar o passaporte do filho. O pagamento seria feito em duas parcelas.

Perícia

Assim que a mulher confirmou a fraude, os agentes federais aguardaram o retorno do policial civil à Delegacia da PF, onde ele viria buscar essa mulher, pois os dois são de Coronel Fabriciano, no Vale do Aço, para prendê-lo em flagrante. O homem, que teria falsificado a declaração, e a mulher foram presos em flagrante pela PF. Ele foi autuado pelos crimes de uso e falsificação de documentos. Ela, somente pelo crime de uso.

O delegado Cabral explicou que o caso passou a ser de competência federal porque a União foi vítima na ação da mulher e do policial civil. "A União seria lesada numa possível emissão de passaporte se esses documentos falsos passassem pelo departamento de emissão de passaportes na Delegacia da Polícia Federal. Mas temos uma equipe técnica capacitada que identificou as fraudes e prendeu os envolvidos", destacou.

Ainda segundo o delegado, os documentos de terceiros encontrados com o policial civil serão periciados em Belo Horizonte. O setor de tecnologia da PF vai periciar o material apreendido, e os laudos emitidos serão juntados ao inquérito. "Além desse procedimento no inquérito, vamos realizar outras investigações nos próximos 15 dias. Acreditamos que outras pessoas possam estar envolvidas nesse esquema de falsificação, e que possa haver até mesmo uma rede de falsários."

Após ser autuada em flagrante, a mulher foi encaminhada à Cadeia Pública de Valadares. Já o policial civil seguiu para um presídio especial na capital mineira, porque não havia cela especial para ele em Valadares. Assim que o inquérito for concluído, ele vai ser encaminhado à Justiça Federal desta cidade. Segundo Cabral, cabe ao juiz federal analisar se as penas serão cumulativas. (Da Redação/Com informações da Polícia Federal)









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