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quinta-feira, 19 de março de 2009

Meningite provoca morte de criança

Tipo mais grave da doença levou menos de 24 horas para ceifar a vida de menina de três anos na última segunda-feira

Uma criança de três anos morreu em Valadares na noite da última segunda-feira, vítima de meningite. A aluna do maternal da Creche Antônio Rodrigues Coelho Ana Carolina Oliveira Peixoto ficou internada menos de 24 horas na unidade de pronto-atendimento infantil Unimed Criança e morreu por volta das 18 horas. De acordo com a infectologista Júnea Ferrari, a menina contraiu um tipo mais agudo da doença, que se espalhou por todo seu corpo em poucas horas. Manchas arroxeadas apareceram na garota, que não sobreviveu, apesar de receber medicação.

"A doença que atingiu a criança foi um dos quatro tipos que existem, e o mais grave. Foi uma doença generalizada, porque as manchas roxas se espalharam de forma rápida pelo corpo todo da criança. Eu conversei com a mãe da Ana Carolina ainda na tarde de domingo e expliquei toda a situação a ela. Disse-lhe que o quadro era muito grave e, infelizmente, eu estava certa, porque a criança veio a óbito em poucas horas. O que seria apenas uma virose evoluiu para uma forma aguda de meningite", informou a médica.

A mãe de Ana Carolina, Érika Peixoto Neves, contou que a filha começou a sentir dores de cabeça e febre na noite de domingo. Ela a levou ao pronto-atendimento infantil, e a menina ficou em observação até o final da manhã da última segunda-feira. Por volta do meio-dia, algumas manchas roxas começaram a aparecer no corpo da criança, que foi isolada em um apartamento e passou a ser atendida por uma equipe médica especializada em infecções infantis.

Seis horas após receber as primeiras doses da medicação contra meningite, a criança morreu. "Ela estava com febre e dor de cabeça. Foi medicada com soro por estar com quadro de desidratação. Ela pediu água e vomitou. Na noite de domingo, ela estava aparentemente boa e me disse que sentia dores apenas nas pernas. Por volta das 9 horas, o quadro dela começou a piorar. Foram feitos exames de sangue, e a médica me chamou em uma sala separada e disse que não poderia descartar a meningite", contou.

Creche foi visitada pela médica

Também assustada com a rapidez da evolução da doença, a avó de Ana Carolina, Maria Aparecida Peixoto, disse que a neta não apresentou qualquer sintoma de febre, vômito ou dor de cabeça durante a manhã e a tarde de domingo. Ela disse que a neta começou a sentir febre alta e dor de cabeça na noite do mesmo dia. "Ela teve vômitos e febre muito alta até segunda-feira. Começou com uma diarréia, e não melhorava. O estado de saúde dela ficou mais complicado e as manchas tomaram conta de todo o corpo dela", disse.

O enterro da menina aconteceu no final da tarde de anteontem, no Cemitério da Paz. A diretora da creche na qual Ana Carolina estudava, Maria Márcia Cardoso de Almeida Santos, declarou estar preocupada com a possível contágio de outras crianças. Ela pediu que uma equipe da Secretaria Municipal de Saúde fosse à escola e fizesse uma avaliação dos alunos.

Na manhã de ontem, a infectologista que atendeu Ana Carolina esteve na creche em que a criança estudava, no bairro Nova Vila Bretas, para fazer uma avaliação nos 330 alunos e verificar quais precisariam ser medicados para prevenir um possível aparecimento da doença. Júnea Ferrari visitou a sala em que Ana estudava e decidiu que os 35 colegas de sala da menina tomassem o medicamento durante os próximos dois dias. Além dos alunos, a mãe, a avó e os tios da garota também vão passar pela mesma medicação.

"Estive na creche após um pedido da secretária de Saúde, para uma avaliação, porque a direção estava muito preocupada. A medicação somente é necessária para as pessoas que tiveram um contato mais próximo com a criança. Conheci as dependências da creche e defini que os 35 colegas de sala da Ana precisavam tomar a medicação, que deve ser administrada duas vezes por dia nos próximos dois dias. Esse procedimento é para evitar o aparecimento da doença e erradicar a bactéria da boca, local em que fica alojada", explicou.









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