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terça-feira, 17 de julho de 2007

Morte de eletricista não foi por dengue nem meningite

A causa da morte do eletricista Édson Pereira de São Joaquim, 52, não foi meningite nem dengue hemorrágica. Os dois diagnósticos dividiram opiniões na família, imprensa e até mesmo entre os médicos que atenderam o morador do bairro Nossa Senhora das Graças que morreu no começo do mês.

A informação do resultado parcial do exame veio da Gerência Regional de Saúde de Governador Valadares (GRS-GV). Segundo o órgão, os exames realizados pela Fundação Ezequiel Dias (Funed), em Teófilo Otoni, descartaram as seguintes causas do óbito: meningite, leptospirose, dengue, dengue hemorrágica, febre amarela e febre maculosa.

Seis opções foram descartadas, mas ainda não se sabe a real causa da morte. Segundo a GRS, exames ainda estão sendo realizados, com objetivo de definir qual foi afinal o motivo do óbito.

Na Vigilância Epidemiológica da prefeitura de Governador Valadares, órgão que vai receber oficialmente o exame, a informação é de que nenhum resultado chegou à cidade. "Já passou da hora", disse o médico Adir Piana, responsável pelo setor.

O CASO

Édson Pereira de São Joaquim, 52, morreu no começo de julho com sintomas parecidos com os da meningite. Até mesmo na certidão de óbito a causa da morte é descrita como choque séptico (infecção), septicemia e meningococemia (infecção generalizada causada pela meningite meningocócica, o tipo mais grave). Na ocasião, a mulher de Édson, Gricélia Fernandes, 40, reclamou de que o próprio médico que assinou a certidão estaria mudando sua versão — para omitir um possível surto de meningite na cidade — e divulgando na imprensa que a causa da morte teria sido dengue hemorrágica.

Segundo Gricélia, um dia antes do óbito a equipe que atendia seu marido trabalhava com três hipóteses: hepatite fulminante, dengue hemorrágica e meningite.

Como os exames da Funed descartaram essas duas últimas hipóteses, a única que sobrou foi a hepatite, se forem levadas em consideração as suspeitas dos médicos na ocasião da internação do eletricista. "Realmente, ele estava muito amarelo [um dos sintomas da hepatite], mas foi feito um ultra-som e todos os órgãos dele estavam perfeitos. Agora, não sei mais do que meu marido morreu", disse Gricélia. O resultado oficial deve ser divulgado em breve pela Funed e encaminhado à Vigilância Epidemiológica de Governador Valadares.









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