“Não sou mentiroso, nem vítima de coação alguma”

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Empreiteiro preso da OAS Léo Pinheiro desmente, da cadeia, matéria que acusava coação

Sem controle, União gasta R$1 bilhão em aluguéis

Auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) em cerca de dois mil contratos de órgãos e entidades públicas, sob o comando do ministro Vital do Rêgo, atesta que os gastos com aluguéis ultrapassaram R$1 bilhão por ano em 2016 e 2017, devido à ausência de sistema que garanta o melhor preço. O TCU também não conseguiu identificar qualquer metodologia para medir a vantagem econômica das mudanças de sedes, que custam milhões só para trocar de endereços.

Mudança escandalosa

A Eletronorte, estatal que só dá prejuízo, torrou nada menos que R$18 milhões em despesas com mudança de endereço. Ninguém foi preso.

Aluguel dolarizado

Em razão da necessidade de manter postos no exterior, somente o Itamaraty gasta mais de R$ 200 milhões com aluguéis em dólares.

Sem dó nem piedade

Em 2017, o então ministério da Fazenda gastou R$ 140 milhões em aluguéis, a AGU R$ 120 milhões e a Educação, outros R$ 120 milhões.

Onde mora o perigo

Segundo o TCU, contratos foram firmados com dispensa de licitação, mas a prática não é proibida por Lei. A escolha do imóvel é livre.

No dia 18, reforma deve ser votada só em 1º turno

Os deputados federais deram um grande passo para aprovar a reforma da Previdência antes do recesso parlamentar, só que não. Um dos donos das vontades da Câmara, Arthur Lira (AL), líder do PP e do Centrão, já avisou que no dia 18 a proposta será votada apenas em 1º turno. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, poderia fazer ambas as votações em duas horas, como na PEC do Orçamento Impositivo, mas a turma quer é rosetar, vendendo caro a aprovação da reforma.

Faca no pescoço

A votação em 2º turno, segundo Arthur Lira, será apenas em agosto. Mantém a esperança de obrigar o governo a “negociar” sua aprovação.

Fazendo o ‘bem’

Por que não votar no mesmo dia, como na PEC do Orçamento? Arthur Lira debocha: “A Câmara só tem pressa para fazer o bem…”

Acesso ao Tesouro

Sem reforma não haverá como pagar salários e aposentadorias, bolsa-família etc. Mas no Centrão “fazer o bem” é pôr as mãos no orçamento.

Guedes 2022

O ministro Paulo Guedes (Economia) foi saudado nesta quinta (4), em São Paulo, aos gritos de “presidente”, pelo auditório lotado em evento para investidores. Não se fez de rogado: falou por uma hora e meia.

Reforma por adesão

O prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), esteve em Brasília e sugeriu a Rodrigo Maia, presidente da Câmara, que a reforma da Previdência tenha um dispositivo que permita a adesão de Estados e Municípios, mediante a aprovação de projetos de lei de forma ordinária. Pode ser que role.

Quem diz o que quer…

Após ouvir a petista Gleisi Hoffmann (PR) apelar para a demagogia acusando a reforma de ser contra os aposentados, Marcel Van Hattem (Novo-RS) lembrou que ela é ré na Justiça por “roubar aposentados”.

Caras-de-pau

Habituados a insultar as polícias militares e até defender a extinção dessas corporações, PT e PCdoB, com caras-de-pau, orientaram suas bancadas a defender “regime especial” para as polícias.

Olha eles aí de novo

Apesar da intimidade com o PT no passado, o MDB é um dos partidos que mais apoiam o governo Bolsonaro na Câmara. Os deputados federais do MDB votaram com o governo mais de 80% das vezes.

Eles são tão sabidos…

Para incluir estados e municípios na reforma da Previdência, os governadores precisariam “virar” ao menos 60 votos de deputados contrários à proposta. Mas não quiseram assumir esse compromisso. Antes, tentaram impor condições ao dono da corda no cadafalso.

Nova marca

O grupo Slim pretende extinguir a marca “NET” para unificar sua identidade. Os serviços de TV a cabo, telefone fixo e internet da NET devem ganhar a marca “Claro” nos próximos meses.

Dois mundos

Análise do diretor da Instituição Fiscal Independente (IFI), do Senado, Felipe Salto, mostra dois cenários distintos sobre impactos da reforma na dívida do governo. Em cenário otimista, pode cair a 58% do PIB. No pessimista, a dívida pode subir a 108,1% de tudo que o Brasil produz.

Pergunta na cadeia

Político que é contra o pacote anticrime de Sérgio Moro vai apoiar um projeto pró-crimes?