Jair Bolsonaro manifesta respaldo a Heleno após ataque de filho a general

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Em meio a uma nova saia-justa criada por Carlos Bolsonaro, o presidente Jair Bolsonaro entrou em contato com o ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), Augusto Heleno, e manifestou respaldo a ele.

A informação foi confirmada à reportagem nesta terça-feira (2) por dois assessores presidenciais, segundo os quais Bolsonaro atuou para prestigiar o ministro e evitar que o episódio se transformasse em uma nova crise política em meio à tramitação da reforma previdenciária.

Em público, no entanto, o presidente evitou comentar o episódio. Perguntado na chegada a almoço no Ministério da Defesa, ele pediu que a imprensa perguntasse sobre o assunto ao vereador pelo Rio de Janeiro.

Nos bastidores, a crítica indireta do filho do presidente ao general foi condenada pela cúpula militar, para a qual ele insiste em causar desarmonia no governo de seu pai.

Na segunda-feira (1º), Carlos fez um comentário em uma página bolsonarista na qual uma pessoa que se identificava como jornalista acusava o GSI e a FAB (Força Aérea Brasileira) como cúmplices do sargento Manoel Silva Rodrigues, preso na Espanha com 39 kg de cocaína.

“Por que acha que não ando com seguranças? Principalmente aqueles oferecidos pelo GSI? Sua grande maioria podem (sic) ser até homens bem intencionados e acredito que seja, mas estão subordinados a algo que não acredito. Tenho gritado em vão há meses internamente e infelizmente sou ignorado”, escreveu o vereador.

O site bolsonarista atacou diretamente Heleno, dizendo que “a culpa é dele”, replicando o que assessores palacianos haviam dito quando o caso estourou. O general chegou a responder, dizendo que a responsabilidade pelas revistas de aeronaves era da FAB.

Não é a primeira vez que Carlos entra em conflito com a núcleo militar do Palácio do Planalto. Nas redes sociais, o filho do presidente já fez críticas públicas ao vice-presidente Hamilton Mourão e ao ex-ministro da Secretaria de Governo Carlos Alberto dos Santos Cruz.

por GUSTAVO URIBE FOLHAPRESS