Insatisfação

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As pessoas estão cada vez mais ansiosas, irritadas, angustiadas e estressadas. Algumas justificam pela falta de dinheiro, alta do dólar, terrorismo, trânsito, desemprego, excesso ou falta de trabalho. Outras acreditam que o motivo é a preocupação com os filhos, pais, companheiros, amigos. Enfim, as justificativas sempre são externas. Muitos nem percebem que algo pode não estar bem internamente e vão se sobrecarregando de trabalho, compromissos sociais, festas, reuniões, sem assumir que agem assim como uma forma de fugir do que sentem.

Nesses casos, a pessoa só percebe que não está bem se acontecer algo que a faça acordar ou quando o corpo der algum sinal em forma de dor ou doença, começando uma corrida por diversos médicos. No entanto, na maior parte das vezes, o que acontece é que a insatisfação é consigo, mas é preferível e mais fácil acreditar que a solução está na conquista de algo ou alguém.

Quando não consegue, a angústia, junto com a frustração, gera mais insatisfação. Assim, a autoestima, o amor próprio tende a baixar e a convivência consigo chega a ficar insuportável, criando um círculo vicioso de insegurança e baixa autoestima, prejudicando ainda mais as relações externas. Isso acontece quando a pessoa age sem respeitar seus sentimentos, ou seja, simplesmente vai agindo, impulsivamente, sem pensar sobre o que quer ou o que sente.

A insatisfação também pode ser agravada pela falta de objetivos,  ainda, na busca pela realização daquilo que esperam de você, e que pode estar muito longe do que realmente seja. Como há muita dificuldade para olhar para dentro de si, a busca pelas soluções acaba sendo sempre no externo, e alguns nem percebem que tanto as causas como as soluções podem estar mais perto do que se imagina, pois geralmente estão dentro de cada um de nós.

De nada adianta conversar com amigos ou com aquela pessoa que você confia se não há confiança em você mesmo. É preciso olhar para dentro de si, sem medo, aprender a conversar consigo, manter o que chamamos de diálogo interno. É fundamental deixar o papel de vítima, colocando a culpa em tudo e em todos, buscando respostas onde certamente não irá encontrar. Responsabilize-se por sua própria vida, por tudo o que fez e também por tudo aquilo que permitiu que outras pessoas fizessem e que agora você pode decidir fazer diferente.

A opção é sua, pode viver como um mero espectador, vendo tudo passar, ou ser o autor, vivendo cada minuto com a plenitude que o momento exige. Só não pode continuar vivendo insatisfeito, como se a vida fosse um fardo a ser carregado, quando há infinitas possibilidades a serem vivenciadas e que só dependem de você. Viva, lute, pense, mude e aja!

Sérgio Fonseca