Fossa séptica ecológica é construída em Sardoá

O cuidado com o meio ambiente e a destinação correta dos dejetos foram temas do curso de Fossa Séptica Ecológica promovido pelo Sistema Faemg/Senar Minas em parceria com o Sindicato Rural de Valadares

Uma tecnologia simples e barata pode levar benefícios para os agricultores de Sardoá, no Vale do Rio Doce. Além da melhoria na qualidade de vida, a instalação de fossas sépticas ajuda a preservar o meio ambiente. Por meio de um curso do Sistema Faemg/Senar Minas, produtores rurais da região aprenderam a construir uma fossa séptica ecológica. O evento foi uma promoção do Sindicato dos Produtores Rurais de Governador Valadares.

O cuidado com o meio ambiente e a destinação correta dos dejetos são temas focais do evento, que teve instrução de Gracielle Brito Sales. Ela explicou que o curso é também uma alternativa interessante para reaproveitar materiais que são descartados, ao mesmo tempo em que soluciona parte do problema de saneamento básico nas propriedades rurais. “É uma  forma de tratar o esgoto no campo, já que não há essa alternativa. A construção das fossas sépticas ecológicas é importante porque dá a destinação certa dos dejetos humanos que antes eram jogados nas chamadas fossas negras. Isso causava a contaminação do meio ambiente e principalmente das águas do lençol freático. E a gente ensina no curso como construir as fossas utilizando pneus velhos, entulhos, materiais que comumente são mal descartados e que também acabavam contaminando o meio ambiente.

A engenheira sanitarista e ambiental Keitte Stefani Almeida foi uma das participantes do curso. Ela destacou a importância dele. Segundo ela, a população não tem tanto conhecimento sobre o quão prejudicial é o lançamento de dejetos no meio ambiente. “E, além disso, a grande maioria dos moradores da zona rural não possui um sistema eficiente para o lançamento de águas escuras (esgoto). A maioria dos moradores faz o despejo de forma inadequada em fossas negras (buraco escavado sem impermeabilização do solo), causando uma série de fatores prejudiciais ao meio ambiente”, alertou a engenheira.

Keitte Almeida fez questão de agradecer a oportunidade. “Conhecimento sempre é muito bem-vindo. E este curso oferecido pelo Sistema Faemg/Senar Minas foi bem aproveitado por todos nós participantes, uma vez que todos aprendemos a dimensionar a fossa em relação ao número de moradores de uma residência, e aprendemos a fazer todo o trabalho de alvenaria, utilizada para a construção da mesma. Por isso, somos todos muito gratos”.

O mobilizador do Sindicato Rural de Valadares, Júlio César Martins, destacou que o curso serviu como forma de conscientização para os moradores do município de Sardoá e agradeceu a parceria com a prefeitura. “É importante contar com esse tipo de apoio, assim como tivemos da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente. Trazer o curso para Sardoá foi muito gratificante, pelo empenho de todos, passando pelo interesse dos alunos até o secretário Roberth Rocha, que não mediu esforços para nos apoiar”.