“Eu conversava com os promotores? Claro que sim”

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FOTO:Divulgação

Denise Frossard, juíza que finalmente prendeu bicheiros do Rio, sobre as acusações “risíveis” contra Sérgio Moro

 

Veto derrubado mostraria que aéreas não mandam

O presidente Jair Bolsonaro devolveu ao Congresso o ônus político de manter a gratuidade de ao menos uma mala de 23kg por passageiro, nas viagens aéreas. Ele vetou a franquia, aconselhado pela equipe econômica, que é muito sensível aos apelos do lobby das empresas aéreas. Com isso, o presidente ofereceu a Rodrigo Maia et caterva a oportunidade de provar que não serve aos interesses das empresas.

Contra aéreas não rola

Maia sentou-se em dezembro de 2016 no projeto do Senado, anulando a cobrança de bagagem imposto pela Anac. Até matá-lo por “asfixia”.

Mentiras no ar

Empresas aéreas e agência reguladora Anac juraram que a cobrança de malas, iniciada há 2 anos, reduziria o valor da passagem. Mentiram.

Até o presidente

Aéreas e Anac inventaram – e Bolsonaro acreditou – que viajante sem bagagem paga caro porque o outro passageiro leva mala sem pagar.

Não estão nem aí

Políticos desdenham do valor extorsivo de passagens aéreas no Brasil  porque jamais pagam por elas. É um problema que não os afeta.

Bolsonaro lembra caso que a mídia ‘esqueceu’

Jair Bolsonaro lançou luz, nesta terça (18), sobre um caso que desapareceu rapidamente do noticiário: o garotinho de 9 anos, Rhuan, que teve o órgão genital decepado, foi torturado durante meses, assassinado e esquartejado pela própria mãe e sua companheira, na cidade de Samambaia (DF), a poucos quilômetros do Palácio do Planalto. A polícia acredita que Rhuan foi morto e cortado em pedaços por ser menino. Bolsonaro defendeu prisão perpétua para casos assim.

Rhuan em segundo plano

No dia em que as duas mulheres foram presas por matar e esquartejar o menino, as manchetes se voltavam contra um caso de homofobia.

Intolerância inaceitável

No Brasil e no mundo, todo destaque foi dedicado a duas mulheres vítimas de intolerância, agredidas em Londres por serem gays.

Heterofobia mata

Sobre à intolerância em Londres, um site brasileiro cravou: “homofobia mata”. O caso Rhuan mostrou que heterofobia também. Até esquarteja.

Pose pela culatra

Pedir proteção da Polícia Federal é jogada para posar de “ameaçados”. Mas David Miranda (Psol-RJ) e o marido Glenn Greenwald apenas reconhecem a seriedade do ministro Sérgio Moro, o chefe da PF.

Alô, tem governo aí?

Até parece que Ronaldo Caiado (DEM) não foi empossado governador de Goiás: enquanto a OAB banca pequenas obras para impedir fuga em massa do presídio de Cristalina, que seu governo abandonou, ele pede cabeças em Brasília em busca de cargos. Agora, na Sudeco.

Brêtas na CPLP

O plenário do Senado aprovou ontem o diplomata Pedro Fernando Brêtas Bastos por 56×2 votos como representante permanente do Brasil na Comunidade de Língua Portuguesa (CPLP), em Lisboa.

Sapato alto na tribuna

A pedetista acanhada Kátia Abreu (PDT-TO) exigiu mais dois minutos para falar, na tribuna do Senado, alegando haver ficado “em pé, de salto.” Na dúvida, concederam. Vai que ela resolve usar o sapato como arma de argumentação contra o decreto de Bolsonaro…

Viagem xing ling

A oposição vem chamando de “visita xing ling” uma curiosa viagem do governador de Alagoas, Renan Filho, oficialmente dedicada a uma pauta rigorosamente municipal, que não faz parte de suas atribuições.

Números enganam

Desavisado na comissão da reforma da Previdência pode achar que preocupa o governo haver mais inscritos entre parlamentares de oposição. Ao contrário, isso revela quantos votos tem a oposição.

Selic revisada

A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais revisou, pela primeira vez neste ano, a projeção para a Selic de 6,5% para 5,75%. A primeira queda seria em setembro, para 6%.

Obesidade mórbida

Ao pedir aprovação com ressalvas das contas do governo de 2108, a ministra Ana Arraes, do TCU, previu falta de recursos para cumprir a regra de ouro até 2022. A causa são os gastos com o Estado obeso.

Vai que é tua!

Se Câmara e Senado são tão favoráveis à gratuidade de bagagens de 23kg em aviões, é só derrubar o veto do presidente.