Em nota, Padilha nega ‘movimentação incomum’

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Em nota, o ex-ministro da Casa Civil Eliseu Padilha negou ter havido “movimentação incomum” nos recursos destinados a ministérios, exonerações ou transferências de pessoal nos últimos dias do governo Michel Temer, como afirmou o atual ministro da pasta, Onyx Lorenzoni. “Assim, à luz do que foi acima informado, resta-nos com a absoluta clareza que no Governo do Presidente Michel Temer, no mês de dezembro de 2018, não houve e não há nenhuma anomalia nas decisões de execução orçamentária, através de empenhos e pagamentos, pois tudo está regularmente autorizado por leis orçamentárias tempestivamente aprovadas pela Comissão de Orçamento do Congresso Nacional”, escreveu Padilha.

Em coletiva de imprensa, na quinta-feira, 3, Onyx afirmou que o governo de Jair Bolsonaro fará um levantamento sobre a movimentação de pessoal nos últimos 30 dias, além de um “pente fino” na movimentação financeira das pastas nos últimos dias de 2018.

“Normal”

No texto, Padilha destaca que o governo economizou em gastos, que a proposta de encerramento da execução orçamentária para 2018 foi encaminhada por Projetos de Lei Orçamentários ao Congresso “de forma pública e transparente”. Segundo ele, é “normal” haver transferência de recursos entre os ministérios que possuem maior e menor execução orçamentária. “Isso aconteceu em 2016, 2017 e 2018. Presumimos que deverá acontecer agora em 2019, no atual Governo, que, certamente, também vai querer a melhor eficácia da execução do OGU”, destacou.

Técnicos ouvidos pelo Estadão/Broadcast consideram que o pente-fino é um processo “normal” de revisão de atos, e lembraram que é comum que os ministérios acelerem os gastos em dezembro para garantirem o uso do espaço fiscal já autorizado para aquele ano.

Por Julia Lindner da Agência Estado