Em meio à maior crise desde a posse, Bolsonaro demite gustavo Bebianno

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FOTO:divulgação.

ÚLTIMA HORA — O porta-voz do governo de Jair Bolsonaro, Otávio Rêgo Barros, confirmou ontem à noite, que o ministro Gustavo Bebianno, da Secretaria-Geral da Presidência, sairá do cargo. Ele é o protagonista da maior crise nos primeiros meses do novo governo, suspeito de irregularidades em campanhas do PSL e envolvido em rusgas com um dos filhos do presidente, o vereador Carlos Bolsonaro (PSL-RJ).

Em nota lida pelo porta-voz, Bolsonaro deseja “sucesso na nova caminhada” e agradece Bebianno por sua “dedicação”.

Conforme o jornal O Estado de S. Paulo antecipou no sábado, o presidente Jair Bolsonaro já estava com o ato de demissão do ministro assinado. O próprio ministro também já havia dito que tinha recebido sinalizações de que sua dispensa sairia no Diário Oficial de ontem, mas isso não aconteceu. O vice-presidente Hamilton Mourão disse que a situação seria resolvida ainda ontem.

Bebianno vem sendo acusado de supostas irregularidades nas campanhas eleitorais do PSL ocorridas na época em que ele presidia o partido, que também tem o presidente Bolsonaro como filiado. A crise cresceu quando o vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente, chamou Bebianno de mentiroso, declaração que foi reforçada pelo próprio presidente.

Questionado sobre o motivo da demissão, Rêgo Barros disse que a razão é “de foro íntimo do nosso presidente”.

“As decisões em relação à exoneração e nomeação de ministros são de responsabilidade de nosso presidente. Não me cabe avançar em suposições”, disse, ao ser questionado se haveria dois pesos e duas medidas quanto ao outro ministro, Marcelo Álvaro Antônio, do Turismo.