Edilson elogia postura do Cruzeiro em jogo competitivo: “Não adianta ter só toque de bola”

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Quando o Cruzeiro chegou ao estádio El Palacio, em Buenos Aires, na Argentina, exatamente às 17h15 (1h45 antes da partida contra o Huracán), o cenário era bem diferente do que aquele que encontraria com a bola rolando. O calor era forte, estava muito abafado, quase não ventava. Como o gramado do campo de jogo foi trocado recentemente, os jogadores perceberam, na véspera da partida, quando fizeram o reconhecimento do campo, que a bola rolaria. Melhor para o Cruzeiro, que tem esse estilo de toque de bola. Ainda mais aliado ao fato de que o adversário vinha de cinco jogos sem vencer, além de que a expectativa de público não era tão grande, ou seja, não haveria pressão das arquibancadas.

No entanto, 30 minutos antes de a bola rolar no El Palacio, o que se viu foi o tempo fechar, muito vento, seguido de uma forte chuva – chamada de temporal pelos argentinos -, que deixou alguns bairros de Buenos Aires sem energia elétrica. Quando Huracán e Cruzeiro iniciaram o jogo, o gramado estava encharcado, havia muitas poças d’água, e o jogo se tornou de muita disputa física dos jogadores, muita bola aérea, e poucos lances de bola no chão. Em um dos poucos, o Cruzeiro abriu o placar com Rodriguinho, gol que deu a vitória de 1 a 0 ao Cruzeiro.

Para o lateral-direito Edilson, campeão da Libertadores com o Grêmio em 2017, e que disputou a competição pelo Cruzeiro no ano passado, a Raposa parece ter aprendido que é preciso saber “competir forte”, às vezes deixar o toque de bola um pouco de lado, para ir bem no principal torneio do continente.

– A Libertadores exige isso. Não adianta entrar e ter só toque de bola, que não vai ganhar nada. Tem que competir forte, tem que ser leal, na bola, mas competir forte. Nossa equipe está entendendo isso daí e, cada vez mais, vai amadurecendo na competição – disse o jogador, que destacou a forma como o Cruzeiro soube se adequar para começar com vitória. Final: Huracán 0 x 1 Cruzeiro.