Copa América: Negar favoritismo na final contra o Peru vira mantra da seleção brasileira

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FOTO:Divulgação

Negar que seja a seleção favorita na final da Copa América virou mantra da equipe de Tite na Granja Comary. Marquinhos e Casemiro, entrevistados desta sexta-feira (5) antes do treinamento, repetiram o discurso já feito por Alex Sandro e Éverton Cebolinha.

Apesar de ter vencido o Peru por 5 a 0 na fase de grupos, o Brasil repete diversos bordões usados no futebol e não se cansa de elogiar a equipe comandada por Ricardo Gareca.

“Nós temos jogadores experientes, que sabem que é uma grande final. Se a seleção do Peru chegou, eles têm os méritos. Eles eliminaram duas grandes seleções, o Uruguai e o Chile. Eles também fizeram uma grande Eliminatória e chegaram à Copa depois de muitos anos. Eles têm o respeito de todos nós, temos que dar os parabéns para a equipe e não achar que vai ser fácil porque é uma final. Final não se joga, se ganha. Não vamos esperando goleada, não vai ser fácil. A gente sabe que não vai ser assim, que vai ser bem duro”, afirmou Casemiro.

“Nós queremos jogar bem para fazer os gols e ser o time campeão. Não estamos pensando em goleada, estamos pensando na dificuldade do jogo e eu assinaria agora mesmo 1 a 0”, completou.

Marquinhos reforçou o coro do volante e fez questão de lembrar que o Brasil chegou a correr riscos no início da partida contra o Peru, em Itaquera.

“Acho que futebol a gente sabe que coisas são rápidas. Enfrentamos o Peru em uma situação, hoje é outra. Temos que saber que tem um grande trabalho pela frente, final é um jogo particular. Temos que saber jogar com todos os fatores que possam estar a favor, como incentivo. Vai ser um jogo muito difícil, aquele passou, já foi. Tem que saber tirar as coisas boas daquele jogo, ruins também. Tivemos dificuldade no começo, com eles marcando saída de bola, alguns erros de passe, mas quando saíram os gols, o jogo clareou um pouco”, finalizou.

Brasil e Peru entram em campo hoje,  a partir das 17h, no Maracanã, no Rio de Janeiro. Em caso de empate, a decisão irá para a prorrogação e, se necessário, pênaltis.

por DANILO LAVIERI, MARCEL RIZZO E PEDRO LOPES | UOL/FOLHAPRESS