Compra de material escolar já movimenta o comércio da cidade

Pais precavidos decidiram antecipar as compras do material escolar dos filhos, o que levou ao aumento das vendas nestes primeiros dias do ano em cerca de 10%, em comparação com o mesmo período do ano passado. A pressa em garantir o material escolar tem dois motivos: a busca por preço baixo e filas menores na hora da compra. Comerciantes no Centro de Governador Valadares dizem que, tradicionalmente, o movimento costuma ser maior na penúltima semana de janeiro.

Para não “pesar” no bolso quando chegarem as contas de IPTU e IPVA, consumidores optaram por antecipar as compras do material escolar. A doméstica Eliana Almeida, mãe de Gabriele, não quer deixar as compras para a última hora. “As contas estão ficando mais caras, então, é melhor antecipar, comprar um pouco agora e deixar o restante para quando a escola pedir algo mais. Os materiais mais usados, é melhor comprar agora”, disse.

Segundo o gerente de uma papelaria no Centro, Mauro Souza, os primeiros dias do ano passado não estavam tão movimentados como agora. “Isso porque o imposto do material escolar deve subir nos próximos dias. Os pais estão mais espertos este ano e querem evitar filas e preço alto. Estamos com boa expectativa de aumentar em 10% as vendas este ano em comparação com 2018”, disse.

Mesmo com a alta procura nos primeiros dias do ano, Mauro aguarda um fluxo maior de clientes para o fim de janeiro e início do mês que vem. “Com o período escolar se aproximando, a tendência é que os demais clientes apareçam na última hora. São três lojas na cidade e quando chega esta época do ano o fluxo de clientes é de cerca de mil por dia. Iremos até contratar mais operador de caixa, para dar conta do atendimento”, explica.

Alguns pais optam por reaproveitar materiais não usados no ano passado, a fim de economizar no bolso em 2019. “Cadernos que não foram usados no ano passado podem ser aproveitados este ano. Se for colocar no papel o gasto com cadernos e livros que não foram bem aproveitados ano passado, daria para comprar novos. O período de paralisação também atrapalhou. Os colégios e escolas pedem quantidade desnecessária de material, principalmente quando incluem alguma coisa eletrônica para usar em sala de aula”, explicou a comerciante Sueli  Baravelli.

por Eduardo Lima | eduardolima.drd@gmail.com