Comissão que fiscaliza captação alternativa de água questiona entrega de 400 metros de tubos

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A comissão questiona a chegada de apenas 400 metros de tubos para uma obra que tem 37 quilômetros de extensão. FOTO: Leonardo Morais

O sistema de captação alternativa de água, cuja construção vem sendo conduzida pela Fundação Renova, terá, entre o rio Corrente, que ajudará no fornecimento, e a estação de tratamento do Saae, um total de 37 quilômetros de extensão. Entretanto, apenas 400 metros de tubulação chegaram ao município. A entrega teve direito até a uma solenidade em frente ao prédio da Prefeitura.

Mas na comissão especial instalada na Câmara Municipal para monitorar as obras, a quantidade muito aquém do total foi vista com desconfiança pelos vereadores. O questionamento partiu dos próprios vereadores que compõem a comissão, especialmente Rildo do Hospital e Antônio Carlos.

Embora a responsabilidade de execução da obra se restrinja à Renova, o diretor do Saae, Alcyr Nascimento Júnior, admitiu na última reunião da comissão que houve uma falha de comunicação com os membros da equipe montada pelo Legislativo municipal, e que a carga que chegou a Valadares foi apenas uma remessa. Ele assegurou que outros carregamentos chegarão à cidade para dar continuidade aos trabalhos.

Nascimento também sugeriu que a comissão nomeie um representante para visitar a fábrica em Barra Mansa (RJ), onde os tubos estão sendo produzidos. A previsão da Fundação Renova é de que cerca de 200 carregamentos iguais ao primeiro ainda descarreguem a nova tubulação no município.

Independência

Um dos pontos que se buscou esclarecer na reunião da comissão especial é quanto à função do novo sistema de captação de água ao ser concluído, daqui a aproximadamente dois anos. A intenção não é trocar integralmente a água do rio Doce pela do rio Corrente, mas dar suporte à principal bacia da Região Leste.

Segundo a especialista técnica em hidrologia-hidráulica da Fundação Renova Eunice Porto, o sistema vai garantir um abastecimento com independência inicial até 30% em relação ao rio Doce. Em momentos críticos, essa independência poderá subir para 67%.

Os custos da nova adutora estão orçados em R$ 150 milhões. Participaram da reunião os vereadores Regino Cruz, presidente da comissão especial, além de Rildo do Hospital, Betinho Detetive, Neném do Desidério, Waldecy Barcellos, Antônio Carlos e Paulinho Costa (presidente da Câmara Municipal), além de representantes da Fundação Renova, de órgãos representativos de engenharia civil e do Saae.