Comércio é afetado com baixa na geração de empregos em Valadares

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Historicamente, os meses de dezembro e janeiro são opostos no que diz respeito à criação de empregos para o setor do comércio. Enquanto em dezembro, devido às festividades de fim de ano, o setor tende a contratar mais; no início do ano, em janeiro e fevereiro, essa realidade se inverte, ao registrar número maior de demissões. O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgou os dados da pesquisa mensal de Evolução do Emprego, com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Diante do fechamento de empresas e lojas, os setores de comércio e serviços foram os mais impactados no município.

De acordo com dados divulgados pelo Caged, Governador Valadares registrou 1.718 contratações e 1.534 demissões, fechando o mês de fevereiro com 184 vagas de saldo. Para realizar o levantamento, o Caged considera o número de contratações e o de demissões no período analisado. O setor de comércio foi o que fechou o mês com pior desempenho na cidade. Foram 542 contratados contra 637 demitidos, um déficit de 95 cargos, seguido pelo setor de serviços, que fechou o mês com saldo negativo: 452 admissões contra 778 demissões, um déficit de 316 postos de trabalho.

O desemprego em outros setores também impacta no resultado do comércio. O setor de extrativismo mineral, por exemplo, fechou o mês com uma contratação apenas e oito desligamentos, déficit de sete postos de emprego. No setor agropecuário foram 36 contratações contra 35 desligamentos, fechando o mês com uma vaga de saldo. Houve recuperação no setor da indústria de transformação, em comparação com o mês de janeiro: admitiu 198 contra 149 demissões, resultando em um saldo positivo de 49 vagas.

A construção civil vive boa fase: 157 contratados perante 64 desligados, fechando fevereiro com menos 78 vagas. Os setores de serviços industriais de utilidade pública e administração pública não admitiram e não demitiram ninguém.

Minas Gerais

Em fevereiro de 2018, segundo dados do Caged, foram demitidos 140.224 empregados celetistas em Minas Gerais e contratados 141.716, saldo de 1.492 vagas. No Estado, somente o setor de construção civil teve bons resultados, com 19.046 admissões e 15.592 demissões, saldo de 3.454 vagas. No ranking nacional, Minas Gerais se encontra na 17ª posição entre os 27 estados.

Segundo o Caged, economia brasileira gerou 34.313 empregos com carteira assinada em fevereiro deste ano. O saldo positivo é a diferença entre as contratações (1.325.183) e as demissões (1.290.870). Os números mostram que houve queda de 56% na abertura de vagas formais no primeiro mês deste ano, na comparação com igual período do ano passado, quando houve 77.822 contratações. Com o resultado de janeiro de 2019, o volume total de empregos formais somou, no final do mês passado, 38,44 milhões de vagas, contra 37,97 milhões em fevereiro de 2018.