Candidata a vaga de diretora na rede estadual relata que foi injustiçada

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"Eu era a única certificada concorrendo à vaga de diretora da Escola Estadual Professora Ondina Pinto de Almeida, pois a escola não tinha nenhum candidato no município com certificação", afirma a candidata Lúcia Pereira

Na última segunda-feira, 17, aconteceu na rede estadual de ensino o processo de escolha de novos diretores e vice-diretores escolares. Em todo o Estado foram escolhidos 3.443 gestores. Em Valadares, 99 escolas foram inscritas no sistema para participar das eleições e, dessas, 24 tiveram duas chapas, para 21 escolas os diretores foram indicados pelo colegiado e seis escolas não tinham candidatos que cumpriam os pré-requisitos e foram indicados pela diretora da Superintendência Regional de Ensino (SER) de Governador Valadares, Cláudia Maria de Souza Amorim Braga. Entre as indicações estava o novo gestor da escola de Engenheiro Caldas.

Houve seis indicações para a cidade, contestadas pela candidata Lúcia Pereira da Silva. Ela procurou o DIÁRIO DO RIO DOCE para contar que está se sentido injustiçada, por não ter sido indicada, embora preencha todos os requisitos para exercer o cargo na cidade de Engenheiro Caldas, na Escola Estadual Professora Ondina Pinto de Almeida. O atual diretor escolar foi indicado pela superintendente para permanecer no cargo.

De acordo com Lúcia Pereira, ela participou do processo e era a única candidata certificada, um dos requisitos para assumir o cargo. “Participei do processo de certificação pela SRE de Valadares e era a única certificada concorrendo à vaga de diretora da Escola Estadual Professora Ondina Pinto de Almeida, pois a escola não tinha nenhum candidato no município com certificação. Eu era a única candidata que preenchia todos os requisitos da resolução, previstos no artigo 8, e mesmo assim a SRE escolheu um candidato que não tem certificação. Já recorri da decisão e a justificativa da SRE é de que atendeu a um abaixo-assinado da comunidade escolar. Inclusive, o abaixo-assinado não tinha nem a terça parte de assinatura, pois a escola possui quase mil alunos e a lista tinha apenas duzentas e poucas assinaturas”, relata a candidata.

O DIÁRIO DO RIO DOCE procurou a diretora do SRE, Cláudia Maria de Souza Amorim Braga, para averiguar a reclamação da candidata. Segundo a diretora, a candidata procurou a Superintendência e foi informada de todo o processo que ocorreu até chegar à decisão. Ela explicou que foi exclusivamente porque a comunidade escolar de Engenheiro Caldas se manifestou através de abaixo-assinado, pedindo a permanência do diretor, e ele foi mantido, mesmo não sendo certificado.

Cláudia explicou ainda que conversou com a candidata e disse que não teria problema nenhum em indicar o nome dela. Inclusive, mandou o nome dela para a Secretaria de Educação, para que a secretaria analisasse as duas justificativas, tanto a dela quanto a do diretor. “Deixei claro para a Lúcia que, se a decisão da Secretaria de Educação fosse por ela, ela seria acolhida pela Superintendência com o muito carinho”. Portanto, ficou para a Secretaria de Educação a decisão em relação ao novo gestor da escola. Até o fechamento da edição, nenhuma decisão havia sido tomada.

por Angélica Lauriano | angelica.lauriano@drd.com.br